Assuntos diversos

No DN de 23 de fevereiro de 2026, página 30, com o título: “A Saúde de amanhã dependerá da exigência e escrutínio de hoje”; estando nas últimas 12 linhas, o seguinte: “A saúde pública exige planeamento, responsabilidade, e transparência. O escrutínio não é um incómodo democrático, é uma obrigação. Reduzi-lo, é reduzir o debate, é diminuir a capacidade de avaliar, corrigir e proteger aquilo que deve estar sempre no centro das atenções dos governantes: o bem-estar e qualidade de vida dos utente, os profissionais e o interesse público “. Artigo escrito pela Senhora Marta Freitas.

A situação, presentemente, está caótica, pelo facto de não haver uma harmonia social.

Nos nossos dias, o que se observa, é: a competitividade desalmada; o capitalismo ferroz, que faz de um ser humano um pedinte, pelo facto de não lhes pagarem o devido pagamento monetário, para poderem viver com dignidade; causando grandes males sociais; e causadoras de muitas doenças; devido as suas más condições de vida.

No DN de 25 de fevereiro do corrente ano, página 31, com o título: ”Cada vez menos português”, do ilustre Dr. Miguel de Sousa; estando nas 8 últimas linhas o seguinte: “Da minha parte, ainda que em final de percurso partidário, mantenho apenas querer ser, Madeirense de primeira, antes que português de segunda.

Sei muito bem o que escrevo, mais uma vez”.

Eu, José Fagundes, madeirense de nascimento, nasci no sítio do Pastel, onde está instalado o Cemitério, que viviam umas 8 famílias, proprietárias das suas casas e fazendas de agricultura, cujos produtos eram vendidos no Mercado dos Lavadores, na cidade do Funchal.

Era cultivado: semilha, batata, vaginha, tomate, uvas de diferentes qualidades, e fruta várias espécies.

Na Praça do Peixe, eram abastecido pelos pescadores de Câmara de Lobos, e a maioria dos negociantes eram da Vila de Câmara de Lobos.

Presentemente, é uma tristeza ver a situação da Praça do Peixe!

Pelo facto de ter nascido numa zona de famílias, que viviam remediadas e de boa vizinhança, nunca me senti inferior a qualquer ser humano, nos vários países que passei.

No DN de 27 do mesmo mês, página 4, com o título: “Subsídio de desemprego cresce 40% em seis anos”, estando em destaque no princípio da 2.ª coluna: “Novo valor recorde atinge, em Janeiro, os 657,31 na média dos 3.048 beneficiários”.

É necessário averiguar, quais os motivos que levam a esta situação, visto haver falta de trabalhadores na região, e milhares de madeirenses que tiveram que emigrarem para outros países, porque na sua terra, não lhes pagam o suficiente, para custear o custo de vida elevado, actualmente.

No mesmo DN, página 28, com o título: “Ainda à espera de um pedido de desculpas aos madeirenses e açorianos”; artigo do ilustre Presidente da C.M.F., Dr. Jorge Carvalho; estando em destaque nas primeiras 9 linhas: “Já não está em causa discussão do modelo de mobilidade, mas sim a permanência de um pensamento reaccionário, centralista e colonialista”; e estando na última coluna; o seguinte: “ O direito à dignidade dos povos insulares, nas suas mais vertentes, desde a colectiva, à individual, passando pela vida social, económico, cultural, desportiva e até da saúde, que é tudo isto e muito mais quando se fala em mobilidade, é inalienável e, por isso mesmo, não ficava mal um pedido de desculpa pelos prevaricadores, ainda que desculpas não mereçam, porque a nossa dignidade não tem preço, muito menos compactuar com registos provincianos e miserabilistas que só fazem Portugal um país cada vez mais pequeno e que nos interpreta como um fardo, mostrando que desconhecem a história e que só somos portugueses quando lhes interessa, o que é, diga-se, em abono da verdade, raramente”.

O ilustre Dr. Jorge Carvalho, tem muita razão em estar indignado, da forma como os povos dos Arquipélagos da Madeira e dos Açores, são tratados, por alguns cidadãos, de Portugal Continental.

Só a ignorância da História de Portugal, é que muitos portugueses, de Portugal Continental, se julgam superiores aos povos das Ilhas Adjacentes.

Pois, foi a partir do Arquipélago da Madeira, que os Navegadores Portugueses se expandiram pelo Ocidente e pelo Oriente.

Foi a grande tempestade marítima, que fez desviar as caravelas de: Gonçalves Zarco;

Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo, para a Ilha do Porto Santo. Foi o motivo para lhes o nome Porto Santo.

Quando avistaram à distância uma mancha negra, decidiram verificar o que era. Foi quando encontram a Ilha da Madeira e as ilhas desertas.

Foi a partir do Arquipélago da Madeira, que se deu a Expansão para outros Continentes desconhecidos.

José Fagundes