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Netanyahu nega que Epstein tenha trabalhado como agente de Israel

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Foto EPA/ABIR SULTAN

O primeiro-ministro israelita garantiu hoje que Jeffrey Epstein nunca trabalhou como agente de Israel, em resposta ao constante aparecimento do seu antecessor Ehud Barak nos documentos desclassificados sobre o caso do pedófilo norte-americano.

"A relação invulgarmente próxima entre Jeffrey Epstein e Ehud Barak não sugere que Epstein trabalhasse para Israel. Demonstra o contrário", afirmou Benjamin Netanyahu numa mensagem publicada nas redes sociais.

Netanyahu indicou que Barak, seu rival político, está "preso há duas décadas na sua derrota eleitoral" contra Ariel Sharon, o então líder do partido Likud, agora presidido pelo primeiro-ministro israelita.

Netanyahu acusou Barak de estar, desde então, "a tentar obsessivamente derrubar a democracia israelita com o seu trabalho com a esquerda radical antissionista", como demonstram as "constantes tentativas falhadas de derrubar o Governo eleito de Israel".

"A fixação pessoal de Barak levou-o a envolver-se em atividades públicas e nos bastidores para minar o Governo de Israel, incluindo impulsionar movimentos de protesto em massa, fomentar a agitação e alimentar narrativas falsas nos meios de comunicação", acrescentou.

Os e-mails que foram divulgados sugerem que Epstein serviu como consultor financeiro de confiança e que era amigo de Barak, uma relação que continuou por anos depois de o norte-americano ter sido condenado por crimes sexuais em 2008.

Ehud Barak foi primeiro-ministro de Israel entre 1999 e 2001, sendo eleito depois ministro da Defesa entre 2007 e 2013.

Os documentos, divulgados pelas autoridades dos Estados Unidos, resultam da investigação ao financeiro norte-americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais envolvendo uma menor.

Epstein morreu numa cela de prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações federais nos Estados Unidos de ter abusado sexualmente de dezenas de mulheres.