Madeira deve apostar na contratação de engenheiros agrónomos
Gestor do PEPAC Madeira, Marco Gonçalves, não quis falar sobre a operação ‘Terra Queimada’
A Região Madeira da Ordem dos Engenheiros (RMOE), através do Grupo de Trabalho da Especialidade de Engenharia Agronómica, promoveu, esta sexta-feira, uma Tarde de Engenharia intitulada ‘Plano Estratégico da Política Agrícola Comum - PEPAC Madeira: Desafios e oportunidades’.
Trata-se de um tema muito actual e estratégico para o futuro da Região, bem como, de manifesto interesse para a Ordem dos Engenheiros e enquadrado no Programa de Actividades para o triénio 2025-2028, intitulado ‘A Engenharia ao Serviço do Desenvolvimento Sustentável da Região Autónoma da Madeira’.
O evento contou com a intervenção do Gestor do PEPAC Madeira, Marco Gonçalves, que não quis se pronunciar sobre a operação ‘Terra Queimada’, levada a cabo pela Polícia Judiciária, que visa o combate à fraude na atribuição de fundos europeus destinados a projectos de reflorestação na Madeira, com danos estimados em mais de 3.6 milhões de euros, no âmbito de um inquérito dirigido pela Procuradoria Europeia, e no qual foram constituídos sete arguidos, cinco pessoas singulares e duas colectivas.
Aos jornalistas, o coordenador do Grupo de Trabalho da Especialidade de Engenharia Agronómica da RMOE, defendeu o “equilíbrio entre a construção e a componente agrícola” e a renovação dos quadros de profissionais na área da agronomia. Actualmente contam-se 70 engenheiros agrónomos inscritos na Região Madeira da Ordem dos Engenheiros.
Há quase três décadas ligado à administração pública, o engenheiro Joaquim Leça destacou, na oportunidade, o “papel crucial” do engenheiro agrónomo, nomeadamente no aconselhamento técnico das melhores culturas agrícolas, recomendação de sistemas de rega mais eficientes e dicas sobre a mecanização das explorações agrícolas.