Avaliação bancária nos 2.450 euros/m2 na Madeira
Valor mediano estabelecido em Janeiro de 2026
Os dados continuam a bater certo. Apesar da procura continuar intensa, o número de casas disponíveis à venda não tem aumentado, pelo que os valores das avaliações também aumentam, uma vez que o mercado reage à menor oferta aumentando o custo do metro quadrado. Em Janeiro de 2026, segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), "o valor mediano de avaliação bancária de habitação na RAM situou-se nos 2.450 euros/m2, registando um acréscimo de 1,7% em relação ao mês precedente (ou seja, mais 41 euros). Em relação ao mesmo mês do ano anterior observou-se uma subida de 22,5% (+450 euros)", regista.
E é nos apartamentos que o valor é superior, uma vez que "o valor mediano de avaliação bancária na RAM foi de 2.636 euros/m2, traduzindo uma variação de +0,4% comparativamente a Dezembro de 2025 e de +24,2% face ao mês homólogo", enquanto na moradias, "este indicador situou-se nos 2.095 euros/m2, valor idêntico ao observado no mês anterior e +15,2% acima do registado no mesmo mês do ano passado".
Já a nível municipal, "é de referir que o valor mediano de avaliação bancária no Funchal, em Janeiro de 2026, se fixou nos 2.821 euros/m2, +2,2% em relação ao mês precedente e +23,8% em comparação com Janeiro de 2025". E para além da capital madeirense, "também ultrapassaram o número mínimo de observações registadas (33) os municípios de Câmara de Lobos e de Santa Cruz, cujos valores de avaliação bancária atingiram os 2.471 euros/m2 e os 2.435 euros/m2, respetivamente".
registe-se que em "Câmara de Lobos observou um decréscimo de 2,1% face ao mês anterior e um acréscimo 35,5% em relação ao mês homólogo, enquanto Santa Cruz registou uma variação mensal de +1,1% e homóloga de +29,0%".
Importa analisar por comparação com as outras regiões, sendo que "o valor mediano de avaliação bancária no País fixou-se nos 2.105 euros/m2, mais 24 euros que no mês anterior (+1,2%). A variação homóloga foi de +18,7% (+331 euros)", diz a DREM.
Assim, "no contexto das 9 regiões NUTS II do país, os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.207 euros/m2), no Algarve (2.777 euros/m2) e na Península de Setúbal (2.561 euros/m2), surgindo, na posição seguinte, a RAM (2.450 euros/m2)". E acrescenta: "Face ao período homólogo, a Península de Setúbal (+27,1%) registou a maior variação positiva, enquanto no Centro (+12,7%) verificou-se a menor. Comparativamente ao mês anterior, o Oeste e Vale do Tejo (+2,1%) liderou as subidas, surgindo, no polo oposto, o Norte (+0,3%), com a menor variação."
Como referido, o número de avaliações bancárias diminuiu face aos meses anterior e homólogo, pois segundo a DREM "para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária, de Janeiro de 2026, foram consideradas 625 avaliações, -22,9% que no mesmo período do ano anterior". E destas, "292 foram de apartamentos e 333 de moradias".
Por comparação com o mês anterior, "realizaram-se menos 10 avaliações, o que corresponde a um decréscimo de 1,6%. A nível nacional, a variação homóloga do número de avaliações bancárias foi de -11,2%, enquanto a variação em cadeia se fixou em -9,2%", muito mais acentuado, parecendo pois uma reacção em cadeia: quanto menor a oferta, maior o valor, tudo dependendo da procura. Neste momento a procura continua alta, pelo que os preços de mercado continuam igualmente altos e as avaliações da banca seguem a tendência.