Miguel Castro acusa Governo de Lisboa de ser colonialista e populista com subsídio de mobilidade
O líder regional e deputado do Chega Miguel Castro aproveitou a primeira intervenção desta manhã no plenário da Assembleia Legislativa da Madeira para acusar o Governo nacional de "colonialismo" e "populismo no pior sentido" por tentar travar a alteração do subsídio de mobilidade aérea na Assembleia da República.
Segundo este deputado, a mobilidade é o primeiro assunto que tem de ficar resolvido com a República e a este respeito "o Chega conseguiu uma vitória clara" no passado dia 18 no parlamento nacional, com a retirada da exigência de não dívida para que os cidadãos das ilhas tenham acesso ao subsídio de mobilidade, o qual "não pode ser usado como chantagem".
Castro qualificou como "vergonha política" o facto do governo de Luís Montenegro ter estado ausente num debate com tamanha importância. "Irresponsável e populista no pior sentido" foi como classificou a intervenção do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, que "colocou portugueses contra portugueses", definiu cidadãos de primeira e cidadãos de segunda, mostrou "desprezo da coesão nacional", representou o "voltar ao colonialismo", o "legitimar do preconceito", algo que "é politicamente grave e historicamente perigoso".
Para o líder regional do Chega, a continuidade territorial é um dever do Estado. Por outro lado, denunciou a "irresponsabilidade do Governo Regional", que quando se deixa enganar por Lisboa enfraquece a Autonomia. "A Madeira não é nem pode ser um custo. A Madeira é Portugal", finalizou.