Mais de 600 migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo desde Janeiro
Pelo menos 606 migrantes foram dados como mortos ou desaparecidos no Mediterrâneo desde o início de 2026, anunciou esta segunda-feira a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Este é o início do ano mais letal desde que a agência da ONU começou a recolher dados, em 2014.
A OIM alertou que, só nos dois primeiros meses deste ano, o número de vítimas já ultrapassa registos anteriores para o mesmo período, de acordo com um comunicado.
Pelo menos 30 migrantes podem ter morrido ou desaparecido num naufrágio ocorrido no sábado, a sul da ilha grega de Creta, indicou a organização.
As autoridades recuperaram os corpos de três homens e de uma mulher, enquanto 20 pessoas, entre as quais quatro menores, foram resgatadas por um navio mercante com bandeira do Panamá, acrescentou.
A embarcação, que partiu da cidade líbia de Trobuk na quinta-feira, virou devido ao mau tempo a cerca de 37 quilómetros a sul de Kali Limenes, uma pequena localidade em Creta.
A OIM apelou para o reforço da cooperação regional e dos esforços de busca e salvamento no Mediterrâneo central para evitar novas mortes e garantir o desembarque seguro dos sobreviventes.
"Uma cooperação internacional mais forte e respostas centradas na proteção são essenciais para combater as redes criminosas e expandir rotas seguras e regulares", sublinhou.
A agência das Nações Unidas alertou ainda que as redes de tráfico humano continuam a explorar travessias perigosas em embarcações precárias, expondo migrantes a abusos graves e elevados riscos de segurança.