DNOTICIAS.PT
Artigos

Qualidade = Civismo + Regras + Controle

Imagine que chega de avião, pela primeira vez, ao Porto Santo e repara que havia turistas adultos sem camisa e 3 jovens de biquíni e descalças, duas delas com uma toalha à volta da cintura e que as três brincavam às carreiras, com um carrinho de transporte de malas, empurrando-se umas às outras no meio de quem aguardava, e que via os (aparentemente) progenitores falando calmamente sem lhes dizerem o que quer que fosse, como se o comportamento e as vestes fossem absolutamente normais e adequadas?

Ficava logo fã do destino, não acha?

Imagine-se, noutro plano, a conduzir um automóvel e deparar-se com um carro parado, entre a via em que estava e aquela a que se dirigia, com três jovens a tirarem as malas do porta-bagagens, impossibilitando que prossiga a marcha e que, outros, atrás, também o consigam. Imagine, ainda, que chamava a atenção dos três jovens que estavam a tirar as malas, para a necessidade de se despacharem, visto que para além de estarem as infringir as regras de trânsito, podiam, inclusive, ser atropelados ou as suas malas danificadas? E imagine que ouvia, como resposta, “tu sabes é mandar bocas” e “estragar o quê?”. Seguido de um muito macho “experimenta”, com uma alusão ao cabelo branco e à idade.

Creio que veria tudo isto como um ótimo cartão de visita, não?

Imagine ainda que ao passear, com crianças, junto às famosas lambecas, ouvia muitos (e muitas) jovens a utilizarem, sistematicamente, jargão da pior espécie, no que parece tornar-se cada vez mais usual por parte de alguns a quem ninguém chama a atenção, porque se acha que a responsabilidade não é nossa.

Adoraria, não?

E o que diria se decidisse mostrar a ilha a forasteiros e, ao chegar a alguns locais emblemáticos, constatasse que o que são hinos à natureza estão preenchidos com “fulano ama beltrana” ou “José + Maria”?

Finalmente, pense que gosta de estar na praia a ler, a usufruir da paisagem e da companhia de amigos ou familiares e, de repente, há uns turistas jovens que passam e “abancam”, com colunas de som, e assumem que têm direito de fazer o que lhes apetece e reajam mal (muito mal) quando alertados para o respeito pelos outros e para com a lei?

Pois é! Não estou a falar de realidade paralela.

Falo do que foi possível vivenciar, no Porto Santo, em determinado período do verão. Situações factuais deste ano. E nem falo da noite, nem do que muitos outros já expressaram, nestas colunas, a propósito de “obras de Santa Engrácia”.

O que, para um destino que se pretende de qualidade não pode ocorrer, já que a capacidade de atração de (bons) turistas não se esgota na praia bonita; na temperatura excelente da água do mar; na melhoria da oferta dos serviços e nos mais e melhores hotéis e restaurantes, mas também no ambiente geral, que pode fazer alguém retornar ou jamais voltar.

Desculpem a franqueza, mas há que apelar à intervenção de quem de direito, nomeadamente dos que entendem que há que afirmar o destino como de qualidade real.

Em nome do respeito por todos, que por cada um é devido! E em nome do setor económico determinante da ilha que, com atitudes deste teor, se pode dizer que alguns vândalos (não haja medo das palavras) claramente sabotam.

Finalmente, pense que gosta de estar na praia a ler, a usufruir da paisagem e da companhia de amigos ou familiares e, de repente, há uns turistas jovens que passam e “abancam”, com colunas de som, e assumem que têm direito de fazer o que lhes apetece e reajam mal (muito mal) quando alertados para o respeito pelos outros e para com a lei?

Pois é! Não estou a falar de realidade paralela.

Falo do que foi possível vivenciar, no Porto Santo, em determinado período do verão. Situações factuais deste ano. E nem falo da noite, nem do que muitos outros já expressaram, nestas colunas, a propósito de “obras de Santa Engrácia”.

O que, para um destino que se pretende de qualidade não pode ocorrer, já que a capacidade de atração de (bons) turistas não se esgota na praia bonita; na temperatura excelente da água do mar; na melhoria da oferta dos serviços e nos mais e melhores hotéis e restaurantes, mas também no ambiente geral, que pode fazer alguém retornar ou jamais voltar.

Desculpem a franqueza, mas há que apelar à intervenção de quem de direito, nomeadamente dos que entendem que há que afirmar o destino como de qualidade real.

Em nome do respeito por todos, que por cada um é devido! E em nome do setor económico determinante da ilha que, com atitudes deste teor, se pode dizer que alguns vândalos (não haja medo das palavras) claramente sabotam.