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Machico, 1 ano renovado?

Não fujo aos dois grandes desafios que estão por resolver: PDM e Habitação

Não sou nostálgico nem preso a nenhuma decisão do passado, mas importa recordar a expectativa e confrontá-la com a realidade.

Um ano depois, começam naturalmente a surgir perguntas. O que mudou? O que foi feito? E quando chegam as obras? São perguntas legítimas. Não as condeno, registo-as.

As ideias surgem sempre com mais facilidade do que as obras. Não foi um ano perdido, mas houve que se adaptar, reorganizar, criar uma estrutura que desse suporte às ideias e capacidade para, mais do que executar, planear. Houve medidas a manter, umas a reverter e outras a complementar.

A equipa precisou de tempo para se estabilizar e para numa nova realidade começar a produzir. Eu ainda luto com a exposição e procuro otimizar tarefas no caminho para dar resposta às prioridades, mas estamos prontos para o que aí vem.

Agora, esta preparação tem de passar para o terreno.

Aproxima-se o momento de executar, o da obra visível, com uma visão de desenvolvimento sustentado. Três obras estruturantes para a cidade: Largo da Praça, Antigo Cemitério e Estrada da Queimada. Preparar o futuro com a aquisição do terreno em volta da Igreja Matriz. Proteger o território com o projeto inovador do parque ribeirinho do Moinho da Serra.

No campo social, melhorou-se o regulamento e já o vão sentir, por exemplo, os estudantes universitários, que até dia 15 deste mês devem formalizar a sua candidatura às bolsas de estudo.

Na cultura, além do reforço da identidade e qualidade dos nossos eventos, uma aposta na afirmação daquilo que é único, como o são os Fachos!

Na educação, um complemento à formação curricular com programas educativos de ligação ao nosso território e às nossas tradições.

No ambiente, o afirmar do novo Geoparque, sempre com o rigor do Ecos-Machico.

No turismo, abrem-se finalmente oportunidades para Machico recuperar tempo perdido. A nova Marina está a caminho de ser uma realidade, assim como projetos hoteleiros, que na memória de todos estão como promessas do passado, mas mais do que apresentações e anúncios, terão finalmente condições para se anunciarem por si, não em cartazes, mas em obra efetiva no terreno!

Não fujo aos dois grandes desafios que estão por resolver: PDM e Habitação. Os dois tão ligados e os dois processos tão complexos. O primeiro (PDM) é de responsabilidade exclusiva do Município e será para aí que vai o meu foco e a minha atenção.

Será que algo foi mesmo renovado neste ano?

Há uma nova forma de trabalho, há uma equipa capaz e motivada, há tarefas definidas, há calendário, há mais do que ideias, projetos concretos. Isto não foi uma renovação, foi uma revolução!

Temos mais organização, mais planeamento, mais ambição e mais capacidade de concretização. Haverá sempre quem duvide, mas se nós precisamos de tempo para executar eles só precisam de tempo para acreditar.