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Cotrim diz não perceber se acusação de Marques Mendes é crítica ou elogio

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Foto ESTELA SILVA/LUSA

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo disse hoje não saber se a acusação de Marques Mendes de que é "um catavento" é uma crítica ou elogio, lembrando que o adversário na corrida a Belém usou a mesma expressão com Passos Coelho.

"Eu não sei se hei-de interpretar 'catavento' na boca de Marques Mendes como uma crítica ou como um elogio porque ele, há anos, disse o mesmo de Pedro Passos Coelho", afirmou hoje o também eurodeputado, depois de questionado pelos jornalistas sobre as acusações do candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP de que é "um catavento" e de ter alguns "comportamentos ridículos".

O ex-líder da IL acrescentou: "Como tenho apreço por Passos Coelho, não sei se interpreto isto como uma crítica ou um elogio".

Cotrim Figueiredo, que já vinha preparado para a pergunta dos jornalistas, exibiu uma notícia em papel com o título "Marques Mendes diz que Passos é um catavento" do jornal Público, datada de 2017.

Por outro lado, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal considerou que ridículo é convocar uma reunião do grupo parlamentar do PSD para ter que forçar os deputados a apoiar Marque Mendes.

No final de uma visita à SER+ Universidade Sénior na Senhora da Hora, em Matosinhos, o antigo líder da IL insistiu que uma candidatura que precisa que o partido se envolva para obrigar os seus membros a apoiar uma candidatura que "não entusiasma, nem mobiliza o próprio partido parece bastante mais ridículo do que qualquer outra coisa".

Em sua opinião, os adjetivos usados por Marques Mendes são "repetitivos e difíceis de avaliação" porque são utilizados em relação a pessoas que muitos portugueses admiram.

Questionado sobre se acha que Marques Mendes vê em si o seu principal adversário, Cotrim Figueiredo entendeu que "tudo indica que sim".

O ex-líder da IL reagiu ainda às críticas feitas por Gouveia e Melo sobre a sua forte presença em equipamentos para idosos, referindo que, provavelmente, o verá em creches em breve.

"Porque pela mesma lógica ele tenderá a apelar ao eleitorado que não consegue captar", apontou.

O candidato presidencial reafirmou que a sua candidatura é de todos os portugueses e que os problemas que levanta afetam todos.

Depois de captar determinado eleitoral mais jovem, é natural que tente, depois, captar outros segmentos, explicou.

"Isto chama-se não oportunismo eleitoral, mas sim estratégia eleitoral", concluiu.