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Montenegro defende que EUA têm papel na promoção de transição pacífica e democrática

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Foto Lusa

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu hoje que o Estados Unidos da América (EUA) têm um papel na "promoção de uma transição estável, pacífica, democrática" na Venezuela, repetindo palavras da sua mensagem escrita publicada no sábado.

Na abertura do debate quinzenal na Assembleia da República, o chefe do Governo PSD/CDS-PP dedicou um curto excerto da sua intervenção à situação na Venezuela, afirmando que a "prioridade absoluta" do executivo é "a segurança e bem-estar da comunidade portuguesa".

"Não tendo Portugal reconhecido os resultados das eleições de 2024, e defendendo o respeito pelo direito internacional, constatamos o papel dos Estados Unidos na promoção de uma transição estável, pacífica, democrática e inclusiva na Venezuela com a maior brevidade possível", acrescentou, defendendo que "esta é a melhor forma de salvaguardar os interesses de Portugal e da comunidade portuguesa". 

Após o ataque militar norte-americano à Venezuela, no sábado, o primeiro-ministro reuniu-se, ao fim da tarde, por videoconferência, com Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, juntamente com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

"Estamos focados no futuro e no restabelecimento de uma democracia plena onde os venezuelanos escolham livremente o seu futuro. Não tendo reconhecido os resultados das eleições de 2024, tomamos nota das declarações e garantias do Presidente Donald Trump e constatamos o papel dos Estados Unidos da América na promoção de uma transição estável, pacífica, democrática e inclusiva na Venezuela com a maior brevidade possível", escreveu, após essa reunião, na rede social X.

Na mesma mensagem, o chefe do Governo PSD/CDS-PP afirmou que as autoridades portuguesas estão atentas "à segurança e ao bem-estar" da comunidade emigrante portuguesa na Venezuela e que a embaixada em Caracas e a rede consular "estão plenamente mobilizadas".

Estas tinham sido até agora as únicas palavras de Luís Montenegro sobre a intervenção dos EUA na Venezuela, que hoje foram em parte repetidas.

A reação do Governo foi assumida pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, sem tomar posição sobre se a intervenção dos EUA violou ou não o direito internacional, focada na comunidade portuguesa e lusodescendentes na Venezuela, na sua maioria oriunda da Madeira, estimada em meio milhão de pessoas, e na procura de uma "solução democrática".