JPP considera que “iminente ruptura de bens” reforçou a urgência de uma linha ferry
O JPP considera que a situação de ruptura iminente no abastecimento de bens essenciais à Região, nos últimos dias de Dezembro de 2025, "apontou, claramente, para a necessidade de a Madeira dispor de meios de transporte marítimo alternativos aos porta-contentores". Paulo Alves falava aos jornalistas numa iniciativa partidária realizar no Caniçal.
O deputado afirma que a situação “foi grave e expôs a profunda fragilidade e a enorme dependência da Região, de um modelo de transporte marítimo de mercadorias que não dispõe de qualquer alternativa, comprovado perante este tipo de problemas, que seriam facilmente ultrapassáveis se, por exemplo, a Região dispusesse de uma linha ferry de transporte de mercadorias e passageiros". Paulo Alves recorda que, a fim de evitar esta ruptura de bens, “foi preciso o Governo Regional estender a mão a Lisboa” e apelar à intervenção do primeiro-ministro.
É inconcebível que ao fim de 50 anos de Autonomia, a Madeira continue a depender das boas graças de Lisboa numa situação sensível e de extrema importância para o dia-a-dia das pessoas, das famílias e até das empresas, como é o abastecimento de bens à Região. Mas isto tem responsáveis, e só acontece porque o Governo Regional PSD/CDS sempre esteve mais preocupado em proteger monopólios do que promover uma linha de transportes marítimos aberta e concorrencial. Paulo Alves
O parlamentar do JPP 'apontou o dedo' à comunicação social: "Estranhamos o silêncio cúmplice de alguns setores, como a própria comunicação social, que promove debates sobre tudo e mais alguma coisa, mas abafa e ignora assuntos de grande relevância para o normal funcionamento da Região e a vida dos madeirenses, como é este do abastecimento à Região".
“O que se passou nos últimos dias de Dezembro de 2025, não pode permanecer sem um debate urgente, sério e imparcial, acerca do modelo do transporte marítimo de mercadorias, a necessidade de uma ligação ferry de carga e passageiros e o número de operadores portuários, quando o volume de entradas e saídas de mercadorias no porto do Caniçal sobe de forma exponencial", indica. "Este é um assunto que não pode continuar a depender de monopólios, nem das boas vontades de Lisboa. O JPP continuará a lutar para fortalecer a autonomia nestas áreas fundamentais e estratégicas”, concluiu.