DNOTICIAS.PT
Eleições Presidenciais País

Seguro diz que não negoceia o "caminho e natureza" da sua candidatura

None
Foto JOSE COELHO/LUSA

O candidato presidencial António José Seguro garantiu hoje que "o caminho e a natureza" da sua candidatura são inegociáveis, assegurando que não cede a pressões, num dia em que o tema das desistências à esquerda voltou à campanha.

"O caminho da minha candidatura, a natureza da minha candidatura, sou eu que a decido. Não cedo a pressão nenhuma, nem negoceio nada", disse aos jornalistas durante uma arruada no bairro de Alvalade, em Lisboa.

O candidato acrescentou que "foi assim no início, tem sido até agora e vai ser sempre assim até ao final", mas rejeitou que as suas palavras sejam um aviso para alguém.

"Eu não faço nenhum aviso, absolutamente a nada. Eu dirijo-me a todas as portuguesas, a todos os portugueses. Esta candidatura dirige-se a todos os democratas, todos os progressistas e a todos os humanistas", assinalou.

Questionado sobre as palavras do adversário Jorge Pinto no debate da RTP de terça-feira à noite, Seguro questionou por que motivo "não havia de ficar feliz" com "pessoas que fazem elogios à minha candidatura ou que dizem que eu devo ser o próximo Presidente da República".

"Claro que fico feliz. Desejo ter cada vez mais apoios, e aquilo que eu sinto é que esta onda de confiança e esta onda de esperança em torno da minha candidatura está a crescer, isso é ótimo", afirmou.

O tema das desistências à esquerda voltou hoje à campanha presidencial depois de, no debate de terça-feira à noite, o candidato apoiado pelo Livre, Jorge Pinto, ter dito que não será por si que António José Seguro não será Presidente da República, desafiando os restantes candidatos da esquerda a evitarem uma vitória da direita nas eleições deste mês.

Hoje, Jorge Pinto assegurou que a sua candidatura a Belém "vai até ao fim", dada a falta de resposta da restante esquerda para um "pacto republicano" nestas eleições.

"Vou até ao fim e se ontem não fui suficientemente claro, se ontem não fui suficientemente bem interpretado, deixem-me sê-lo agora. Vou até ao fim e vou até ao fim porque Portugal precisa de quem, como eu, se comprometa a defender a Constituição num ano em que ela está a ser seriamente ameaçada", disse Jorge Pinto aos jornalistas à entrada de uma reunião na Ordem dos Advogados, Lisboa.