Concurso para médicos de família ainda este mês de Janeiro
Em causa a contratação de 14 novos médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar que terminaram a sua formação já no início do ano passado e que aguardam desde então por este procedimento
Deve estar por dias a abertura do concurso para a contratação de novos médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar, uma ‘promessa’ que está por cumprir desde meados do ano passado. A garantia foi dada esta manhã por Micaela Freitas.
Ao DIÁRIO, a secretária regional de Saúde e Protecção Civil fez saber que o procedimento está a ser ultimado, tendo já merecido o ‘aval’ da Secretaria Regional de Finanças.
Em causa está a abertura de um procedimento concursal para que os 14 jovens médicos que terminaram a sua especialidade no primeiro trimestre do ano passado no Serviço de Saúde da Região (SESARAM), possam iniciar uma carreira, não se ficando pelos vínculos precários que os têm mantido, por enquanto, a prestar cuidados.
Em Setembro do ano passado, alguns desses jovens médicos deram conta, ao DIÁRIO, de que já tinham recebido várias propostas de outras unidades de saúde nacionais, havendo quem ponderasse mesmo deixar a Região para abraçar uma carreira noutros pontos do País.
Embora não seja garantido que os lugares a disponibilizar no concurso sejam todos ocupados pelos clínicos que terminaram a sua formação no SESARAM, já que está em causa um concurso externo, ao qual podem concorrer todos os cidadãos que preencham os requisitos definidos, muitos dos referidos profissionais pretendem continuar a trabalhar na Madeira e no Porto Santo, aguardando, por isso, com alguma ansiedade, a formalização do vínculo à empresa pública.
Nos próximos dias deverá, após mais de nove meses, ser lançado o respectivo concurso, que, conforme notou Micaela Freitas, sofreu algum atraso devido à instabilidade política que marcou a Região no início do ano passado.
A governante reforça que a contratação desses profissionais será um factor determinante para que a cobertura de médicos de família na Região seja plena. “É apenas uma questão de contratação, porque, na verdade, nós já temos os médicos de família a trabalhar connosco”, justificou.
“Esse contrato de trabalho não foi possível ser concluído em 2025 porque estávamos num Governo de gestão. Iniciámos todos os procedimentos para os contratar e com essa contratação desses 14 médicos de família vão ser distribuídas as pessoas, ficando com cobertura de 100%”, apontou.
Além disso, Micaela Freitas nota que, ainda assim, neste momento, cada médico de família tem cerca de 1.300 utentes nas suas listas, embora o expectável seja de 1.500 a 1.900, havendo, por isso, margem para alguns ajustes.