Partido Popular Europeu critica legalização massiva de imigrantes
Os líderes do Partido Popular Europeu (PPE) criticaram hoje, em Zagreb, a legalização massiva de imigrantes em situação ilegal, que consideram uma debilidade grave da política migratória da União Europeia (UE).
Sem mencionar explicitamente a recente regularização de meio milhão de pessoas lançada na semana passada pelo Governo de Espanha, o PPE defendeu que a legalização massiva de imigrantes "debilita gravemente" a política migratória.
"Por esta razão, defendemos uma política migratória legal, ordenada e controlada. A solidariedade sem controlo é uma negligência política intolerável", acrescentaram os líderes conservadores nas conclusões do seu encontro informal, realizado na sexta-feira e hoje na capital croata.
Ao encontro, assistiu o presidente do PP espanhol, Alberto Núñez Feijóo, e também muitos chefes de Governo da UE, incluindo o alemão Friedrich Merz, o grego Kyriakos Mitsotakis, e o polaco Donald Tusk.
Todos realizaram um denominado "retiro de líderes" para acordar e coordenar as prioridades do PPE para 2026.
Entre elas, os conservadores destacaram a melhoria da competitividade económica, o aumento das capacidades de defesa comum e a simplificação da tomada de decisões a nível europeu, explicou o líder do PPE, o alemão Manfred Weber, em conferência de imprensa.
Num documento à parte, dedicado especificamente à demografia na Europa, marcada pela baixa taxa de natalidade, o PPE qualificou a renovação demográfica na UE não só com uma "necessidade económica", mas sim como uma "responsabilidade civilizacional".
Com 187 dos 720 deputados, o PPE é a maior fação no Parlamento Europeu.