Megaburla dos subsídios soma confissões em tribunal
Julgamento prossegue hoje no auditório da Segurança Social
Prossegue esta segunda-feira, dia 26, no Auditório da Segurança Social, no Funchal, o julgamento de 42 arguidos acusados de burla com subsídios sociais de mobilidade aérea, num processo que envolve um esquema superior a meio milhão de euros. A sessão, marcada para as 9 horas, registava atraso no início dos trabalhos.
Cerca de metade dos arguidos já foi ouvida pelo colectivo de juízas, presidido por Teresa de Sousa. A maioria confessou a participação no esquema, alegando dificuldades económicas, desemprego, problemas de saúde e dependências ligadas ao jogo e à droga. Alguns negaram os factos, entre os quais um agente da PSP, que se emocionou em tribunal.
Entre os casos relatados, destaca-se o de P. Oliveira, que admitiu ter levantado mais de 5.400 euros em reembolsos de viagens falsas, ficando apenas com uma pequena parte do montante. Já L. Rodrigues foi a arguida que mais dinheiro levantou, cerca de 66.700 euros relativos a 424 viagens, justificando a sua actuação com a falta de rendimentos e responsabilidades familiares.
O Ministério Público e vários arguidos apontam J. Silva e L. Vieira como alegados cabecilhas do esquema que terá funcionado entre 2015 e 2024. J. Silva deverá começar a prestar declarações hoje, após adiamento por motivos de saúde, enquanto L. Vieira, o único em prisão preventiva neste processo, continuará a ser ouvido nos próximos dias.
O julgamento decorre fora das salas do tribunal por falta de espaço e deverá prolongar-se ao longo da semana, com a audição de mais arguidos e testemunhas no âmbito da 'Operação Rota do Viajante II'.