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Criada plataforma de afectados pelo acidente ferroviário de Adamuz

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Os afetados pelo acidente ferroviário ocorrido no município de Adamuz, na província de Córdoba, Espanha, que causou 45 mortos e perto de 150 feridos, decidiram criar uma plataforma em busca de justiça, baseada na cidade de Huelva.

De acordo com um comunicado divulgado hoje e citado pela agência Efe, a Plataforma de Huelva de Vítimas e Familiares do Acidente Ferroviário de Adamuz foi criada com o objetivo de coordenar todos os processos judiciais decorrentes do acidente e garantir que as famílias dos falecidos e os numerosos feridos -- tanto os que têm traumas físicos como psicológicos -- falam a uma só voz para garantir que todas as responsabilidades civis e criminais são apuradas.

A plataforma é liderada por José Luis Orta Prieto, advogado de Huelva com mais de 30 anos de experiência em casos de elevada complexidade e é reconhecido pelo seu trabalho em casos de grande impacto, como a representação da Associação de Bebés Roubados de Huelva (2012-2024) e a acusação no caso do atropelamento com múltiplas vítimas mortais em Gibraleón, que resultou no maior acordo judicial da história da justiça espanhola (18 anos de prisão).

A estratégia jurídica da plataforma irá focar-se em comparecer diretamente nos Tribunais de Montoro (Córdoba), o tribunal responsável pelo caso.

Segundo o grupo, o objetivo é "seguir o caminho mais eficaz e correto" para esclarecer as causas da tragédia e garantir a devida indemnização e as penas aplicáveis, e a união dos afetados numa plataforma vsa evitar a dispersão de recursos e reforçar a posição das vítimas contra as empresas ferroviárias e seguradoras envolvidas.

Já a Direção da Ordem dos Advogados de Huelva, após ter tido conhecimento da informação, declarou em comunicado de imprensa que a angariação de clientes por parte dos advogados em casos de tragédia como esta "é expressamente proibida pelo Código Deontológico da Advocacia e constitui um gravíssimo atentado à ética profissional".

A Ordem recorda ao público que conta com mais de mil profissionais à disposição das vítimas e da comunidade, todos "perfeitamente qualificados para defender os interesses que lhes são confiados".

Por fim, desejou uma rápida recuperação aos feridos no acidente e recomendou que as famílias das vítimas tomem qualquer medida legal com calma e sem se deixarem levar por emoções intensas, de forma a evitar decisões precipitadas.