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Papa lamenta ataques contínuos que deixam população exposta ao Inverno

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FOTO FABIO FRUSTACI/EPA

O papa lamentou hoje os "ataques contínuos" na Ucrânia, que expõem a população à dureza do inverno, e alertou que o prolongamento das hostilidades "alarga a fratura entre os povos" e afasta uma "paz justa e duradoura".

"Também hoje em dia, a Ucrânia está a ser alvo de ataques contínuos que deixam populações inteiras expostas ao frio do inverno. Acompanho com dor o que está a acontecer. Estou perto e oro por aqueles que sofrem", disse o pontífice da janela do Palácio Apostólico após rezar o Angelus de domingo.

Leão XIV acrescentou que "o prolongamento das hostilidades, com consequências cada vez mais graves para os civis, alarga a fratura entre os povos e distancia uma paz justa e duradoura", pelo que apelou a intensificar "ainda mais" os esforços para acabar com a guerra.

Durante o seu discurso, o líder religioso saudou um grupo de jovens da Ação Católica em Roma, a quem agradeceu pelo seu compromisso com a paz e sublinhou que o seu trabalho ajuda os adultos a ver o mundo "de outra perspetiva, a da colaboração entre diferentes povos e povos".

"Sejam ativistas pela paz em casa, na escola, no desporto, em todo o lado. Nunca sejas violento, nem com palavras nem com gestos, nunca", enfatizou o pontífice, que insistiu que "o mal só é vencido com o bem."

Por fim, o papa pediu para rezar pela paz na Ucrânia e no Médio Oriente, bem como "em todas as regiões onde, infelizmente, estão a lutar por interesses que não são os dos povos".

"A paz constrói-se no respeito pelos povos", concluiu.