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Programas e resultados (II)

No artigo de dezembro, iniciei uma série de intervenções orientadas para, de forma sistemática, dar a conhecer o Plano Estratégico da Universidade da Madeira (UMa). Desenvolvi, então o tema do Contrato-Programa, celebrado com a Tutela, sobretudo centrado nos temas da compensação dos sobrecustos de insularidade e ultraperiferia; no desenvolvimento de áreas estratégicas do mar, turismo, saúde e transformação digital; e no apoio, por via de financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), a duas dessas áreas (turismo e mar).

Enquadrei, igualmente, as candidaturas no âmbito do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), no âmbito do Plano Nacional de Alojamento Estudantil (PNAES), e de projetos nas áreas de inovação e transição digital; de combate ao abandono escolar, e de promoção do sucesso académico.

Neste artigo, pretendo recuperar o tema da majoração do orçamento base da UMa, até pelo facto de este tema ter merecido a atenção da maior parte das intervenções das personalidades convidadas para a celebração, no passado dia 9 de janeiro, do quinquagésimo aniversário da Universidade dos Açores. Na sua intervenção, o Senhor Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Professor Doutor Fernando Alexandre, reconheceu a necessidade dessa majoração, já para o orçamento de 2027. Trata-se de uma matéria, relativamente à qual o Senhor Ministro mostrou sensibilidade para atender às reivindicações destas universidades e revelou possuir uma visão positiva quanto à sua importância, como polos fundamentais de desenvolvimento socioeconómico, cultural, científico e tecnológico. Até que se possa chegar a um valor sobre a majoração a aplicar, existe, ainda, um espaço de debate e negociação.

O meio centenário da academia açoriana é simbólico neste ponto essencial para o futuro das nossas instituições, tendo sido amplamente reconhecidas as vantagens e a capacitação académica das Universidades da Madeira e dos Açores. Projetando tal enquadramento para a realidade da UMa, fica demonstrado que, com menos doze anos de existência, a Academia madeirense impulsou grandemente a sua intervenção no meio em que aplica a sua estratégia de desenvolvimento, tanto na formação de recursos humanos, em diversas áreas do saber e de referência profissional, quanto no desenvolvimento científico e tecnológico, e, ainda, na internacionalização da Instituição e da Região. A marca da Universidade acompanha e dá visibilidade e credibilidade a todos quantos nela se formaram e a todos quantos com ela participam nas áreas de formação, de investigação e desenvolvimento, e de serviço à sociedade.

Manteremos, por todas estas razões, o foco na concretização do projeto que permitiu a criação da Nossa Universidade.