Emigrantes votam em massa no Consulado de Portugal em Londres
Ontem e hoje foram visíveis, nas ruas próximas ao Consulado de Portugal em Londres, filas para exercer o direito de voto nestas presidenciais.
Esta manhã, a fila percorria o edifício, tendo mais de 300 metros.
Os emigrantes portugueses que votam no Consulado de Portugal em Londres esperaram ordeiramente pelo momento de exercer o voto.
O DIÁRIO acompanhou, no início desta tarde, o decorrer das eleições nesta secção de voto, e reparámos que estava tudo bem organizado, e os emigrantes não esperavam muito tempo para exercer o seu direito cívico.
José Manuel Sousa, madeirense e emigrante no Reino Unido há 36 anos, disse que nunca tinha visto tanta gente a ir votar. “Sempre que há eleições eu vou votar e inclusive já estive na mesa de voto, mas como desta vez nunca vi tanta participação. Esperei cerca meia hora para poder votar,” explicou.
A afluência, este ano, a esta secção de voto no Reino Unido está a ter muita adesão, o que não é costume. O funcionário que estava à porta do Consulado disse que pensa que no dia de ontem o número de votantes superou o da última eleição presidencial e hoje continua a ter muita afluência.
Uma outra emigrante madeirense, Rita Goncalves, disse que fez 70 quilómetros, mais de uma 1 hora e meia, para poder votar no Consulado de Portugal em Londres.
“ Eu vivo no Reino Unido há 35 anos e esta foi a primeira vez que fui voltar. Eu tive que apanhar um autocarro e depois o comboio desde a cidade de Crawley até à estação de comboios de Vitória em Londres. Depois tive de apanhar o metro desde a estação de Vitória até Oxford Circus e de seguida ir a pé até ao Consulado. Não tive de esperar muito tempo para votar," explicou a emigrante.
Realçou ainda que para exercer o direito de voto fica muito caro, pois só em transportes fica mais ou menos em 30 euros, imagine que vinha de mais longe,” frisou.
Já na sessão de voto estava à entrada a coordenar o acto eleitoral a nova Cônsul Geral de Portugal em Londres, Ana Brito Maneira.
O acto eleitoral decorre com normalidade mas destacamos que assistimos a uma maior adesão nestas presidenciais.
Destacamos que este acto eleitoral é presencial, enquanto que, nos outros, os emigrantes podem votar por correspondência.