Rui Tavares considera eleição "muito importante" devido ao contexto internacional
O porta-voz do Livre considerou hoje "muito importante" que os portugueses votem para o Presidente da República, tendo em conta o contexto de "grande instabilidade internacional" e o "papel relevante" que desempenha o chefe de Estado.
"Estas são eleições muito importantes. São eleições que se passam num contexto de grande instabilidade internacional, como estamos a ver, pelas notícias de ontem e de hoje, da tensão entre Estados Unidos e União Europeia e o Presidente da República tem um papel muito relevante nessa matéria", disse aos jornalistas Rui Tavares depois de ter votado no Liceu Gil Vicente, em Lisboa.
Para o porta-voz do Livre, "é muito importante que todos" os portugueses "exprimam o seu sentido de voto" e que as "eleições se desenrolem na boa ordem, livres e justas e muito participadas".
Rui Tavares manifestou esperança que as eleições de hoje tenham uma abstenção inferior àquela que foi registada nas presidenciais realizadas em 2021.
O porta-voz do Livre afirmou também que "é sempre um dia feliz quando se usa as liberdades que foram conquistadas a tanto custo no nosso país", relembrando os 50 anos da Constituição Portuguesa que se vão comemorar.
"Nós vamos comemorar neste ano os 50 anos da Constituição, que resultou também de umas eleições, foram as primeiras verdadeiras eleições democráticas em Portugal, porque na verdade, um país não se pode considerar verdadeiramente democrático se, por exemplo, homens e mulheres não podem votar em igualdade de circunstância", disse.
Rui Tavares disse ainda que a Constituição é que desenhou o edifício de poderes, tendo o Presidente da República "um papel cimeiro e essencial, porque representa o país na sua unidade" e tem uma "palavra a dizer em questões de paz e guerra".
Mais de 11 milhões de eleitores são chamados hoje a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.
Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.
Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.