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Seguro precisa de mais informações para falar sobre tropas na Gronelândia "com lucidez"

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António José Seguro recusou hoje pronunciar-se sobre a situação na Gronelândia por necessitar de mais informações, lembrando que é apenas candidato presidencial e não dispõe de informações para se pronunciar "com segurança e lucidez".

"Eu sou candidato a Presidente da República e não tenho essas informações para me pronunciar com segurança e com lucidez", disse hoje aos jornalistas durante uma pequena arruada nas Caldas da Rainha (distrito de Leiria), cidade onde vive, estando acompanhado, pela primeira vez na campanha, pela sua família, a mulher Margarida e os filhos Maria e António.

O candidato rejeitou pronunciar-se sobre um eventual envio de militares portugueses para a Gronelândia, tal como o ministro da Defesa, Nuno Melo, que alegou não ter mandato para tal.

"Eu pronuncio-me sobre situações concretas em função de informação real. Eu teria que falar com o Governo, com o senhor Presidente da República", referiu António José Seguro, afirmando que precisava "de mais informações" para se poder pronunciar.

Hoje, Nuno Melo referiu que "as missões em que as forças portuguesas intervenham são sempre discutidas em Conselho Superior de Defesa Nacional, que é convocado pelo Presidente da República, e, logo, a questão não se põe".

Questionado pelos jornalistas sobre o envio de tropas no âmbito da NATO, após uma cerimónia de juramento de bandeira realizada em Évora, Nuno Melo respondeu que, como ministro da Defesa, nem sequer tem mandato para se pronunciar sobre o tema.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem manifestado a intenção de anexar a Gronelândia e países como a França, Alemanha, Suécia, Noruega, Finlândia e Países Baixos anunciaram que participariam numa missão militar europeia na ilha para ajudar a Dinamarca.

Nas declarações aos jornalistas, o ministro da Defesa Nacional lembrou que "a Gronelândia é uma região autónoma da Dinamarca com um estatuto muito especial" e defendeu que o destino da ilha "pertence ao povo da Gronelândia e ao povo dinamarquês".

"E o que esperamos é que os aliados se comportem como aliados", reiterou Nuno Melo, numa alusão às ameaças dos Estados Unidos, membro fundador da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), sobre a Gronelândia.