Secretário-geral da NATO garante a Zelensky "apoio fundamental" após recentes ataques russos
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, transmitiu ontem ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, empenho em garantir que a Ucrânia receberá "apoio fundamental", após os recentes ataques russos que levaram à declaração do estado de emergência energética no país.
"Comprometemo-nos a garantir que a Ucrânia continuará a receber o apoio fundamental de que necessita para se defender hoje e, em última instância, assegurar uma paz duradoura", afirmou o líder da Organização do Tratado do Atlântico-Norte (NATO, bloco de defesa ocidental), numa mensagem publicada nas redes sociais.
Indicou ainda que, durante a conversa telefónica que manteve com Zelensky, abordaram "a situação energética na Ucrânia, o terrível sofrimento humano causado pelos ataques russos e os esforços em curso para pôr fim à guerra".
Estas declarações surgem depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter criticado Zelensky por estar a impedir uma solução pacífica para o conflito, e não o homólogo russo, Vladimir Putin, o que foi aplaudido pelo Kremlin.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após o desmoronamento da União Soviética - e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado, em ofensivas com drones, alvos militares em território russo e na península da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscovo em 2014.
No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda quatro regiões -- Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO.
Estas condições -- constantes do plano de paz apresentado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para solucionar o conflito - são consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, que exige um cessar-fogo incondicional de 30 dias antes de entabular negociações de paz com Moscovo e que os aliados europeus lhe forneçam garantias de segurança de que não voltará a ser alvo de ataque.