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"Temos o controlo total" da situação, diz ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano

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Foto Shutterstock

As autoridades iranianas têm o "controlo total" da situação, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, numa entrevista à Fox News, após mais de duas semanas de manifestações severamente reprimidas no país.

"A partir de agora (...) reina a calma. Temos o controlo total" da situação, disse o chefe da diplomacia iraniana à cadeia americana, segundo excertos de uma entrevista gravada hoje e que será transmitida às 23:00 GMT.

O Reino Unido anunciou hoje que "fechou temporariamente" a sua embaixada no Irão, segundo informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico.

"Fechámos temporariamente a embaixada britânica em Teerão, que passará a funcionar à distância", declarou um porta-voz do Foreign Office, segundo a agência de notícias francesa, AFP, precisando que os conselhos aos viajantes foram "atualizados para refletir esta alteração consular".

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país. 

A Amnistia Internacional (AI) alertou hoje para "assassínios ilegais em massa cometidos a uma escala sem precedentes" durante os protestos antigovernamentais no Irão e instou os estados-membros da ONU a impedir "mais derramamento de sangue".

Em comunicado, a organização não-governamental (ONG) apelou aos Estados-membros "a reconhecerem que a impunidade sistémica e contínua pelos crimes cometidos pelas forças de segurança" nos protestos atuais e passados "encorajou as autoridades iranianas a persistirem na sua conduta criminosa".

A AI refere a existência de vídeos verificados e informações fidedignas de testemunhas oculares no Irão para apontar a repressão em grande escala no Irão, com o objetivo de "esmagar a revolta maioritariamente pacífica", iniciada em 28 de dezembro, e que diz ter custado pelo menos duas mil vidas.