Gouveia e Melo não exclui formar partido ou movimento cívico se perder as eleições
O candidato presidencial Gouveia e Melo não excluiu formar um partido, ou um movimento cívico, no caso de perder as eleições presidenciais, alegando que não pode pôr de parte no futuro participar num qualquer projeto político.
Esta hipótese foi admitida pelo ex-chefe do Estado-Maior da Armada em entrevista ao programa "Prova Oral", com Fernando Alvim e com a jornalista Raquel Mourão Lopes, na Antena 3, que foi transmitido na terça-feira.
Gouveia e Melo invocou experiência política que adquiriu nesta campanha eleitoral para a Presidência da República e disse: "Não ponho de parte qualquer projeto político de futuro, se isso estiver dentro da minha capacidade".
"Não é necessariamente criar um partido, pode ser um movimento cívico", esclareceu, tendo em vista defender ideias que pretende "desenvolver na sociedade".
Durante esta campanha eleitoral, Gouveia e Melo tem criticado a tentativa de partidarização da escolha do próximo Presidente da República.
"Estamos perante uma partidarização. Uma tentativa de os partidos no sentido de tomarem conta de mais um órgão de poder. Ou porque têm medo de um desequilíbrio que se crie, ou porque querem garantir um determinado equilíbrio. E não concordo com isso", afirmou em Chaves, no passado domingo.
O almirante disse mesmo acreditar que, com o aparecimento da sua candidatura presidencial, "pela primeira vez no processo eleitoral português, há a possibilidade de um Presidente da República verdadeiramente independente".
Antes de Gouveia e Melo ter anunciado a sua candidatura a Presidente da República em maio passado, em plena campanha para as eleições legislativas, já tinha sido criado um movimento em torno da sua figura, denominado "Honrar Portugal".
O Honrar Portugal" define-se como uma "associação cívica formada por cidadãs e cidadãos livres e independentes, unidos pelo compromisso com a cidadania ativa e a defesa dos valores democráticos fundamentais".