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Catarina Martins avisa que "sondagens não são votos" e reforça apelo ao voto por convicção

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Foto ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A candidata presidencial Catarina Martins avisou hoje que "as sondagens não são votos" e voltou a insistir no apelo ao voto por convicção, defendendo só dessa forma a democracia "terá todas as soluções" numa eventual segunda volta.

"As sondagens não são votos. As pessoas vão votar e nós estamos a disputar a primeira volta das presidenciais. A força das ideias da primeira volta vai garantir as soluções de democracia também na segunda volta", afirmou.

Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o Conselho de Administração demissionário do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), Catarina Martins foi questionada sobre a sondagem que coloca André Ventura em primeiro lugar, muito próximo de António José Seguro e com João Cotrim Figueiredo em terceiro lugar.

Começando por afirmar que não comenta sondagens, a candidata às eleições presidenciais de 18 de janeiro sublinhou que o resultado eleitoral será decidido apenas no domingo e muita coisa pode mudar face à sondagem divulgada na segunda-feira.

"O que eu pergunto é quem é que vai defender o acesso à saúde, o salário digno, que as pessoas em Portugal tenham direito a uma vida que as respeite e que não estejam sempre com um nó na garganta, seja porque não sabem se vão ter médico, seja porque não sabem como vão pagar a fatura do supermercado", questionou.

Insistindo no apelo ao voto por convicção, que tem repetido ao longo da campanha, Catarina Martins defendeu que se for essa a opção dos eleitores no dia 18, "na segunda volta, a democracia terá todas as soluções".

"Se nós vamos às eleições presidenciais dizer que o país está sempre condenado a escolher o que não quer, a democracia não existe. A democracia existe quando há o voto por convicção", acrescentou, quando questionada sobre uma eventual segunda volta entre candidatos de direita.

De visita ao Amadora-Sintra, para uma reunião com o Conselho de Administração, que apresentou a demissão em novembro após a morte de uma grávida e do bebé, Catarina Martins destacou os problemas na saúde, que têm sido tema constante ao longo da campanha.

Sobre aquela unidade hospitalar em particular, a candidata a Belém acusou o executivo de não ter "administrações em condições de trabalharem, de resolverem problemas", deixando os "hospitais em suspenso".

"É uma irresponsabilidade", sublinhou, defendendo que também o Presidente da República teria de assumir uma posição, sobretudo depois de o primeiro-ministro ter afirmando que o caos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) é uma perceção que não corresponde à realidade.

"Quem acha que vai resolver os problemas do SNS com uma 'reuniãozinha' às quintas-feiras com o primeiro-ministro, sem nunca assumir um discurso claro sobre a urgência, sobre a questão do regime que é a saúde, está a enganar as pessoas", apontou.

Deixando também críticas aos adversários, Catarina Martins repetiu o apelo ao voto, desta vez, ao voto de "todas as pessoas que sabem que estas presidenciais não podem ser sobre a espuma dos dias ou sobre o insulto".

"Peço o voto de quem sabe que precisa de um SNS. Peço o voto dos utentes que querem o SNS a funcionar melhor e peço o voto dos profissionais de saúde que todos os dias, contra a sabotagem do Governo, fazem o melhor que podem para responder a toda a população", acrescentou.