Dois portugueses pediram ajuda para sair do Irão devido à violência
Dois portugueses que se encontravam no Irão pediram ao Governo português ajuda para sair, face à violência que atinge o país, estando o executivo a acompanhar a comunidade que, é "muito pouca", segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros.
Paulo Rangel falava aos jornalistas no final de uma visita à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, onde garantiu que o Governo português está a acompanhar a situação de todos os portugueses que residem no Irão.
"Temos informação dos portugueses que lá estão, que estão bem", disse o ministro.
No Irão, pelo menos 538 pessoas morreram na sequência de manifestações que começaram a 28 de dezembro, em protesto contra a crise económica e o custo de vida, e que se espalharam por todo país do Médio Oriente, segundo dados da organização não-governamental (ONG) norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA).
Paulo Rangel recordou que o Governo português condenou os "violentíssimos ataques que estão a ser feitos aos manifestantes" no Irão.
"Condenamos veementemente o ataque aos cidadãos iranianos e apelamos ao respeito profundo, quer pelas liberdades essenciais e fundamentais, quer pelos diretos humanos, no caso do Irão", disse.
Para o ministro, "é fundamental que as autoridades iranianas respeitem os direitos das pessoas que se estão a manifestar e isso é uma posição clara do Governo português".
Sobre a comunidade, que é "residual", o governante disse que o seu ministério está a acompanhar as situações que, para já, não suscitam preocupação.
Em relação à situação dos portugueses que vivem na Guiné-Bissau, onde a 26 de novembro do ano passado os militares tomaram o poder, Paulo Rangel disse que o seu executivo tem prestado "um acompanhamento muito cuidado".
"Não há nada a registar que mereça sequer neste momento uma preocupação suplementar. Nenhuma", afirmou.
Sobre a significativa comunidade portuguesa na Venezuela, que registou um ataque dos Estados Unidos a 03 de janeiro, que levou à captura do líder Nicolás Maduro, e a mulher, Rangel afirmou que esta está a ser acompanhada "ao minuto".
"O Governo está a acompanhar a par e passo, com preocupação, mas para já sem nenhum alarme especial", sublinhou.
E aproveitou para mandar um recado aos candidatos à Presidência da República, para que não façam desta matéria campanha.