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País enfrentará "agressão criminosa" americana pela "via diplomática"

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A Venezuela vai enfrentar pela "via diplomática" a "agressão criminosa" dos Estados Unidos, afirmou hoje a presidente interina do país, Delcy Rodriguez, num comunicado.

A presidente interina relatou, durante um encontro online com os presidentes do Brasil, Lula da Silva, e da Colômbia, Gustavo Petro, e o Primeiro-Ministro espanhol Pedro Sanchez, "a grave agressão criminosa, ilegal e ilegítima perpetrada contra a República Bolivariana da Venezuela" a 03 de janeiro, com os bombardeamentos americanos que antecederam a captura de Nicolas Maduro.

"Reafirmei que a Venezuela continuará a enfrentar esta agressão pela via diplomática", acrescentou, pouco depois de anúncios mútuos de Washington e Caracas sobre a vontade de restabelecer relações diplomáticas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por seu lado, também considerou hoje que o governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, parece, para já, "ser um aliado" de Washington e que provavelmente "continuará a sê-lo".

"Neste momento, parecem ser aliados, e penso que continuarão a ser. E não queremos que a Rússia esteja lá. Não queremos que a China esteja lá [na Venezuela]", afirmou Trump, quando questionado sobre a relação com Caracas durante uma reunião com executivos de empresas petrolíferas para discutir a reconstrução da indústria do petróleo bruto na Venezuela.

O republicano considerou que as autoridades da Venezuela fizeram "a coisa certa" ao cooperar com os Estados Unidos após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no último sábado pelas forças americanas.