Parcerias sem subsídiodependência e diversificação da economia nunca alcançada
Paulo Cafôfo acusou o Governo Regional do PSD de ter "atitude da cigarra" quanto à economia, "dormindo à sombra da bananeira". Com o PS, disse, vão acabar os "saneamentos políticos"
O presidente do PS-Madeira foi o primeiro orador dos Estados Gerais, que hoje acontecem numa unidade hoteleira do Funchal, onde será abordado o desafio económico da Região, com a temática "Estabilidade e Compromisso", salientando que pretende acabar com as parcerias que se baseiam na subsídiodependência e mais na "diversificação da economia" nunca alcançada em mais de 500 anos de história.
Para Paulo Cafôfo, pegando na ideia do Turismo, que tem sido o principal motor da economia regional neste ciclo que já dura algumas décadas, tal como os anteriores ciclos, há muito a fazer, nomeadamente na qualidade que vem associada ao salário, na diversificação dos espaços do turismo e que não se compaginam com a ideia de que temos turismo a mais, estão é mal geridos, acreditando que o modelo económico da Região implementado pelo OPSD está bloqueado e, por isso, é preciso desbloqueá-lo.
Para o dirigente, o que importa nestes Estados Gerais é debater sobre o que esperar no dia seguinte às eleições de 23 de Março quando o PS for governo, apontando a vários indicadores que, basicamente, foram mais extensíveis do que acabara de afirmar aos jornalistas, pouco antes do início da iniciativa. Da habitação, das acessibilidades, da administração pública, do investimento público, nomeadamente nas energias renováveis, na saúde, na agricultura, pesca e pastorícia, na educação e ensino superior, nas novas tecnologias e na economia do mar, que adjectivou de 'ouro azul', bem como sistemas de incentivo financeiros e fiscais em áreas definidas e estratégias, que passarão por escolhas. Resumindo, Cafôfo apontou um a um, os cinco eixos estratégicos do programa político que os socialistas vão propor aos madeirenses, e com os quais conta implementar um novo modelo de desenvolvimento da Região Autónoma.
Acreditando que será possível ter uma administração pública eficaz e ao serviço dos madeirenses, Paulo Cafôfo prometeu que com ele no Governo não haverá saneamentos políticos, acreditando ser possível ser-se filiado num partido e prestar um serviço de qualidade a um governo de outra cor política, deixando claro que jamais deixará quadros públicos encostados à prateleira por divergência político-partidária, ao contrário do que fez ao longo de décadas o PSD.
Aos jornalistas, Cafôfo recusou dizer se já tinha uma lista de candidatos definida para apresentar aos madeirenses, frisando que já a tem na sua cabeça e que a seu tempo serão conhecidos.