A teleconsulta permite que as pessoas “se sintam mais acompanhadas”
João Miguel Freitas explicou como a teleconsulta revolucionou o acesso aos cuidados de saúde e como permitiu encurtar distâncias, poupando aos madeirenses uma viagem aérea para obter uma segunda opinião ou ter acesso a um especialista. O médico internista também atende, desta forma, pacientes de Portugal continental
O médico internista, João Miguel Freitas, que actua, igualmente, no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM), começou por explicar que a teleconsulta- um atendimento médico realizado à distância, com recurso a uma videochamada – já existia antes de 2020, mas ganhou expressão durante a pandemia, tendo passado a ser uma ferramenta que permitiu “chegar a mais pessoas, de uma forma também mais segura”.
Esta prática tem ganho cada vez mais expressão e, segundo o profissional de saúde, permite que as pessoas “se sintam mais acompanhadas no que diz respeito às suas patologias, dúvidas e necessidades do ponto de vista da saúde.”
Esta forma de contacto encurtou distâncias, levando a que pedidos de segunda opinião médica ou a consultas com um especialista que não actua na Região não ficassem dependentes de uma viagem área e demais gastos associados.
O médico referiu ao DIÁRIO-Saúde, rubrica presente no YouTube, que atende regularmente pacientes de fora da Região graças à teleconsulta.
Para muitas pessoas significa ter o contacto com alguém da área da saúde, sem ter que mover ‘mundos e fundos’ para chegar a essas mesmas pessoas. João Miguel Freitas, médico
Questionado sobre se tem conhecimento de casos que utilizem esta prática para ultrapassar a dificuldade em se deslocar na Região, o profissional de saúde não só respondeu afirmativamente, como partilhou uma situação que aconteceu consigo, quando numa teleconsulta só percebeu que o paciente era madeirense quando o mesmo cedeu o seu número de utente para iniciar o processo.
Disse-me que era madeirense e que estava na Madeira, mas não lhe dava jeito ir para o Funchal e entrar na confusão do trânsito, mas queria muito ter esta consulta. Mais do que outras pessoas de fora, acaba por ajudar quem vive cá, porque acaba por encurtar a distância e o tempo e facilitar o acesso ao profissional de saúde.
Fique a saber qual é a opinião do médico sobre se as teleconsultas poderiam ser usadas para reduzir as deslocações aos hospitais e centros de saúde, quais são os principais desafios desta prática e se a Região ainda tem um longo percurso a percorrer no que concerne à telemedicina e ao uso da inteligência artificial na Saúde.