Conheça as notícias que marcam esta terça-feira
Os governos de Portugal e Cabo Verde reúnem-se hoje, em Lisboa, na VII Cimeira entre os dois países, um encontro que será marcado pela assinatura de vários acordos que visam reforçar a relação bilateral.
Entre os acordos, estará uma linha de garantias e outros mecanismos que permitirão a pequenas e médias empresas contrair crédito para projetos de investimento empresarial até 100 milhões de euros e o alargamento do programa de conversão de dívida pública em investimento verde, através do Fundo Climático e Ambiental de Cabo Verde, que deverá triplicar dos 12,5 milhões de euros iniciais para os 42,5 milhões de euros nos próximos cinco anos.
Haverá ainda acordos nas áreas da saúde e formação profissional, entre outras áreas, dando continuidade à cooperação entre os dois países.
Paralelamente, terá lugar, também hoje, em Lisboa, o Fórum Económico Portugal/Cabo Verde, subordinado ao tema "Parceiros estratégicos no investimento nas transições energética e digital".
O evento juntará investidores e representantes do setor privado de ambos os países e o encerramento ficará a cargo dos chefes de Governo.
Hoje, também é notícia:
CULTURA
A peça "Pai e Filho falam da Guerra", de Karl Valentin, abre o ciclo "ABC da Guerra", um programa de reflexão a decorrer até novembro, na Sala Mário Viegas do Teatro Municipal S. Luiz, em Lisboa.
O ciclo parte da leitura e da análise de obras da dramaturgia moderna e contemporânea relacionadas com a questão da guerra, inclui autores nacionais e estrangeiros e abrange diferentes aspetos dos conflitos, a nível político, sociológico ou cultural, através de textos que tratam diretamente da guerra ou em que esta funciona como pano de fundo, ou onde o conflito é de ordem económica ou cultural.
Em cada sessão, um ator fará a interpretação de excertos da peça, em diálogo com a análise do professor e ensaísta João Sousa Cardoso, do Centre de Recherches Interdisciplinaires sur le Monde Lusophone, da Universidade de Paris Nanterre.
"Mauser", de Heiner Muller, "Os Negros", de Jean Genet, "O império do Oriente", de Jorge de Sena, "Museu vivo de memórias pequenas e esquecidas", de Joana Craveiro, "Verão e fumo", de Tennessee Williams, "Tão só o fim do mundo", de Jean-Luc Lagarce, "Ruínas", de Sarah Kane, "Tina M"., de Eduarda Dionísio, e "As espingardas da senhora Carrar", de Bertolt Brecht, são outras peças deste ciclo, a apresentar mensalmente, que conta com os atores Cláudia Jardim, Miguel Borges, Joãozinho da Costa, André e. Teodósio, Carla Bolito, Cátia Tomé, Elmano Sancho, Ricardo Teixeira, Joana Bárcia e Lia Gama.
***
Rodrigo Leão estreia em concerto, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, as novas composições do próximo capítulo do seu projeto "Os Portugueses", iniciado com o seu álbum de 2018.
O ponto de partida para o novo trabalho, segundo o músico, foram as memórias da música ouvida na adolescência, nos anos 1970, assim como as viagens pelo país, combinando "paisagens, conversas, sentimentos partilhados de melancolia e felicidade, imagens das aldeias e campos, das cidades e seus cafés, rostos de pessoas", que o levaram a continuar a compor "ligado à expressão de um sentimento de portugalidade, naquilo que a nossa cultura representa de diálogo com vários mundos quer artísticos quer de comunicação entre os povos".
Em palco, Rodrigo Leão será acompanhado por Celina da Piedade, em acordeão, pela cantora Ana Vieira, e por Viviena Tupikova, em violino, Carlos Tony Gomes, violoncelo, Bruno Silva, viola clássica, João Eleutério, guitarras, e Frederico Gracias, bateria.
As novas canções de "Os Portugueses" têm novas apresentações no CCB, na quarta-feira, e na Casa da Música, no Porto, em 29 de março.
ECONOMIA
A Reserva Federal (Fed) norte-americana inicia a primeira reunião do ano para decidir sobre a política monetária e os analistas consultados pela agência Lusa perspetivam que as taxas de juro se vão manter nos níveis atuais.
A taxa de juros de referência dos Estados Unidos encontra-se agora na faixa de 4,25% a 4,50%.
Na última reunião, em dezembro, a Fed avançou com o terceiro corte de juros, de 25 pontos base (p.b.), e adotou um tom mais cauteloso para o ano de 2025, quando espera duas reduções da taxa, em vez de quatro como era esperado anteriormente.
A reunião deste mês começa hoje e termina na quarta-feira, quando a Fed anunciará a decisão de política monetária, seguindo-se uma conferência de imprensa do presidente, Jerome Powell.
***
A Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP) protesta em Lisboa, junto à Representação da Comissão Europeia em Portugal, onde irá entregar um manifesto contra fraudes na importação de mel, alertando para o crescimento do mel chinês.
No documento, enviado à Lusa, a FNAP disse que os apicultores portugueses "têm vindo a perder rendimento e competitividade desde 2014", uma perda que "advém da estagnação do preço do mel, tendo sido especialmente agravada nos últimos quatro anos".
A Federação aponta a "quebra de consumo com a subida dos preços ao consumidor, consequência da crise" inflacionista "e aumento dos custos de produção", a que acresce "a diminuição da procura de mel junto dos produtores nacionais, consequência da crescente importação de mel a partir de países terceiros".
***
O caderno reivindicativo para 2025 e o reconhecimento do desgaste rápido dos trabalhadores da Autoeuropa e empresas do parque industrial são temas dos plenários de trabalhadores convocados para hoje e quarta-feira junto à fábrica de automóveis de Palmela.
Os plenários para discutir estas duas matérias -- caderno reivindicativo e desgaste rápido dos trabalhadores do setor automóvel -- foram convocados pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE-Sul), estando prevista a presença do secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira.
Os plenários convocados pelo SITE-Sul estão marcados para as 08:30 e 16:30 de hoje e para a 01:00 e 08:30 de quarta-feira, de forma a abranger os diferentes horários de trabalho na Autoeuropa e empresas fornecedoras instaladas no Parque Industrial.
SOCIEDADE
A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) reúne-se com a Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) para iniciar a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho, depois de interrompido o diálogo com o Ministério da Saúde.
Esta reunião acontece na sequência do pedido enviado pela Fnam à DGERT no final de 2024, no qual a estrutura sindical alegou o incumprimento dos procedimentos de negociação coletiva por parte do Ministério da Saúde, por se recusar a prosseguir com as negociações.
A última reunião negocial ocorreu em 05 julho de 2024, com a ministério a remeter a discussão das tabelas salariais apenas para 2025 e a Fnam a exigir que essa negociação arrancasse ainda em 2024.
O Governo tem negociado com o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e as duas partes chegaram a um acordo assinado em 30 de dezembro, que prevê um aumento salarial médio de 10% até 2027.
A Fnam, que considerou este acordo uma traição aos médicos do SNS, vai reunir o seu Conselho Nacional no próximo sábado, no Porto, para decidir os próximos passos na "defesa dos direitos dos médicos e da salvaguarda do SNS", admitindo a realização de novas formas de luta.
A negociação que arranca hoje entre a Fnam e a DGERT será em articulação com os representantes das entidades públicas empresariais integradas no Serviço Nacional de Saúde.