A escolha é entre o medo e o amor
O que é que faz com que a estratégia do “não quero casar” seja tão importante na vida de algumas pessoas? De onde vem - em consciência e não em co-dependência - a conexão, a pertença, o reconhecimento, a segurança, o estímulo, o compromisso?... Será que quem se assume anti-casamento consegue, honestamente, nutrir sozinho as suas próprias necessidades?
“Casar, para quê?”, “nunca mais me caso”, “já vivo junto é a mesma coisa que estar casado”, “é melhor um bom companheiro do que um mau marido”… fico por aqui porque uma crónica não chegaria para escrever a quantidade de propostas que por aí abundam, neste avanço de cepticismo e propaganda anti-casamento. Curioso, se pensarmos que somos seres sociais, que precisamos de vínculo e relacionamentos para sobrevivermos e vivermos em plenitude. A nossa biologia e a nossa psicologia estão organizadas numa perspectiva plural, em relação. Nós vemo-nos, sentimos e aprendemos sobre nós, através do outro.