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Reflexão eleitoral

O PS não conseguiu segurar o eleitorado que nos deu uma maioria absoluta, há dois anos, passando dos 120 deputados para os 77, perdendo quase meio milhão de votos, ficando a faltar os votos dos emigrantes. O crescimento económico, o aumento dos salários, o aumento das pensões, a redução dos impostos e da dívida, entre outras medidas positivas, não foram políticas suficientes para mobilizar os portugueses a votarem no PS. Os problemas que não foram resolvidos, a contestação das várias classes profissionais, a juntar alguns erros políticos da governação levaram os portugueses a dar a vitória à direita e a reforçar a extrema-direita. Os portugueses escolheram, foi a democracia a funcionar.

Esta onda de penalização à governação do PS, como é evidente, e o crescimento perigoso da extrema-direita chegaram à Madeira, onde o PS perdeu demasiados votos e um deputado. O resultado foi negativo, não fugimos às nossas responsabilidades, quando o PS perde, perdemos todos.

Os dirigentes do PS-M e os militantes de base que saíram à rua em campanha, ao lado dos candidatos e das candidatas, dando a cara pelo seu partido, defendendo as propostas e os valores do Partido Socialista, têm a plena consciência do trabalho que empreenderam junto das populações e não vão desistir nem perder a esperança. Naturalmente que analisamos os resultados, percebemos as tendências das votações, iremos ajustar os nossos discursos e repensar estratégias.

Os madeirenses já demonstraram que sabem distinguir eleições legislativas nacionais de regionais e temos a convicção de que os resultados das eleições regionais serão diferentes, por essa razão é que o PSD continua com medo das eleições antecipadas.

Paulo Cafôfo foi o único candidato às eleições internas do PS, há quatro meses, com a moção de estratégia global “Pelas Pessoas, a Nossa Causa”, aprovada por unanimidade no Congresso, onde definiu as linhas estratégicas e o rumo do PS-M.

Na Madeira, liderar o PS e criar as condições para ganhar eleições são desafios considerados, por quem gira à volta do poder do regime, como uma afronta ilegítima. Por isso, Cafôfo é um alvo a abater. Apressam-se a lançar campanhas difamatórias e a espalhar falsidades com o único objetivo de descredibilizar e destruir o projeto político e o líder que pode colocar o PS a governar a Região. Na Madeira, além das questões da Autonomia, ainda existe um problema com a Democracia por resolver.

Tenhamos memória, Paulo Cafôfo transformou o PS num partido de alternativa, ganhamos cultura de poder, hoje, estamos preparados para ganhar as próximas eleições legislativas regionais antecipadas, se vierem a acontecer, com a mesma ambição, com propostas estruturantes e exequíveis, com homens e mulheres com capacidade política e técnica para governar, defendendo as nossas causas, em prol de um modelo de desenvolvimento que não deixará ninguém para trás.