Regionais 2023 Madeira

ADN exige modelo 'SIMplifica' no subsídio de mobilidade para viagens entre a Madeira e o continente

None
Foto Lusa

“Exigimos seriedade orçamental e a defesa intransigente da nossa Autonomia ao Governo Regional, nomeadamente na questão do subsídio social de mobilidade nas deslocações aéreas entre as ilhas da Madeira/Porto Santo e o continente", afirmou hoje Miguel Pita.

Para o candidato do partido ADN às Eleições Legislativas Regionais tal "apenas acontecerá se, no momento da aquisição do bilhete, o subsídio social de mobilidade for automaticamente abatido ao preço da viagem", à semelhança do que "já existe nas viagens entre a ilha da Madeira e Porto-Santo com o cartão SIMplifica, tendo apenas de ser pago o valor de 86 euros ou 65 euros, consoante seja residente ou estudante".

O cabeça-de-lista do ADN recorda ainda que "nem isso os estudantes teriam de pagar", caso fosse aceite a proposta do partido de assegurar duas viagens anuais, "nomeadamente através do fretamento de aviões charter em determinadas alturas do ano”.

ADN diz estar em condições de garantir "duas viagens de avião a custo zero por ano para os estudantes"

O partido ADN disse hoje estar "em condições de poder garantir novas soluções de mobilidade, nomeadamente duas viagens de avião a custo zero por ano para os estudantes", após ter recolhido "dados entre empresas de aviação e agências de viagens".

O partido ADN exige ainda que "o Governo de António Costa não volte a usar os madeirenses e porto-santenses para financiar os cofres do Estado, que estão depauperados devido a uma governação assente num nepotismo socialista que tem prejudicado todos os portugueses e onde a meritocracia é uma miragem".

"Relembro que, em Dezembro de 2021, o Governo liderado por António Costa decidiu alterar o modelo de atribuição do subsídio social de mobilidade para as regiões autónomas, passando a obrigar os madeirenses e porto-santenses a desembolsar os valores acima dos 65 euros, para estudantes, e 86 euros, para residentes e equiparados, no momento da compra da viagem, ou seja, estamos a falar de centenas de euros que os residentes e equiparados na Região Autónoma da Madeira têm de disponibilizar se querem viajar para o continente, mas se for uma família de quatro pessoas, esses valores facilmente ultrapassam os mil e quinhentos euros”, expõe Miguel Pita.

“O princípio da continuidade territorial é uma falácia, pois, só os ricos é que têm direito a viajar, mas o problema maior é quando filhos de pais separados, em que um dos progenitores reside no continente, deixam de poder ver o pai ou a mãe por falta de capacidade em adiantar os valores que o executivo de António Costa passou a exigir”, acrescenta.

No mesmo comunicado de imprensa, o candidato do ADN questiona "para que serve ter um Governo Regional se ele não protege quem devia proteger e apenas finge que defende a Autonomia".