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Dois marinheiros dos EUA acusados de espiar para a China

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Dois marinheiros dos EUA foram acusados hoje de terem fornecido informação militar sensível à China, incluindo detalhes sobre exercícios em cenário de guerra, operações navais e material técnico crítico.

Apesar de as acusações aos dois serem iguais e de ambos estarem baseados na Califórnia, os casos estão separados e está por esclarecer se ambos se relacionaram com o mesmo agente chinês.

Ambos se declararam inocentes em tribunais federais, em San Diego e Los Angeles. Vão ficar detidos até serem ouvidos, o que vai acontecer no dia 08.

Desde há anos que dirigentes norte-americanos exprimem preocupações com a ameaça da espionagem que dizem ser colocada pelo governo chinês, promovendo em anos recentes casos judiciais contra operacionais dos serviços de informações chineses, acusados de terem roubado informação governamental e empresarial sensível, incluindo através de pirataria informática.

Responsáveis norte-americanos, ouvidos pela AP, dizem que os casos exemplificam o descaramento da China na tentativa de obter informação sobre as operações militares dos EUA.

"Através dos alegados crimes cometidos por estes acusados, informação militar sensível acabou nas mãos da República Popular da China", disse o procurador Randy Grossman, para do Distrito Sul da Califórnia.

Os acusados são Jinchao Wei, de 22 anos, afetado ao USS Essex, baseado em San Diego, e Wenheng Zhao, de 26, baseado na base naval do condado de Ventura County, a norte de San Diego.

Wei, que nasceu na China, foi abordado por um agente chinês em fevereiro de 2022, em pleno processo de obtenção da cidadania dos EUA.

No ano passado recebeu entre dez mil a 15 mil dólares pelos seus serviços à China. Se for condenado, pode enfrentar uma sentença de prisão perpétua.

No caso de Zhao, o material que entregou, entre agosto de 2021 e maio do ano em curso, ter-lhe-á rendido cerca de 15 mil dólares.

Se for condenado, enfrenta uma sentença que pode ir até 20 anos em prisão federal.