Regionais 2023 Madeira

Chega Madeira defende uma política de proximidade, "a única que vale a pena"

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Na sequência das acções de proximidade e auscultação da população que tem vindo a desenvolver, a comitiva do Chega-Madeira visitou o Mercado dos Lavradores, onde contactou com os comerciantes que lá desenvolvem a sua actividade e procurou perceber a sua opinião sobre as políticas de gestão pública para aquele espaço e para o sector primário, em geral.

Na ocasião, o presidente do Chega-Madeira e cabeça-de-lista às eleições Regionais, Miguel Castro, destacou que "além de um importante ponto turístico, o Mercado dos Lavradores é também o local onde vários agricultores, pescadores, floristas e comerciantes ligados ao sector primário desenvolvem a sua actividade", classificando a visita ao emblemático espaço da cidade do Funchal como "uma oportunidade privilegiada para contactar directamente com o segmento da população e ouvir, da sua própria voz, os desafios que enfrentam, as esperanças que têm quanto ao futuro e os aspetos que, na sua visão, têm de ser melhorados".

No final da sessão de contactos, o líder do Chega-Madeira deu conta das preocupações manifestadas pela população: "Tivemos a oportunidade de falar com dezenas de cidadãos, incluindo comerciantes e visitantes, que nos expressaram a sua inquietação quanto ao aumento das assimetrias sociais, pois sentem que é cada vez mais difícil pagar contas, pagar impostos, cobrir as despesas básicas e manter uma vida digna. As pessoas sentem que a vida piorou e que, enquanto certos grupos económicos anunciam lucros de muitos milhões, o cidadão comum luta pelo básico e não consegue olhar para o futuro com confiança, pois a incerteza é muita e o dinheiro não rende”.

Miguel Castro desafiou o governo do PSD a ouvir aqueles que trabalham no sector a prosseguir uma política que vá mais além da subsidiação: “Os subsídios são importantes para lutar contra desafios como a pequena escala, a insularidade e, no caso do Porto Santo, a dupla insularidade. Porém, aqueles que se dedicam ao sector primário – e temos falados com muitos agricultores, pescadores e demais agentes desta área – todos nos dizem que têm receio pelo futuro do sector, que o mesmo não é, de todo, aliciante, e que não sabem como é que vão cuidar das suas famílias. Eles sabem, como nós também, que a Região tem bons produtos, tem bons agricultores, tem bons pescadores, tem bons empresários, mas os desafios são grandes, pois também falta uma visão estratégica que defina, a curto, médio e longo prazo, o que se pretende do sector e de que forma o mesmo pode ser convertido numa fonte ainda mais significativa de atividade e de receita para a Região e para a sua população”.

Andar de festa em festa a anunciar apoios e a pregar o que o governo faz de bem é fácil, mas não é o que a Madeira e o Porto Santo precisam. É urgente que aqueles que andam a tomar decisões venham à rua, deem a cara, falem com as pessoas e só então decidam como investir o nosso dinheiro. É preciso honrar a confiança dos cidadãos e cultivar uma política de proximidade, que é a única que verdadeiramente vale a pena. Chega Madeira