Mundo

Dois mortos em ataques em solo russo

Foto Google Maps
Foto Google Maps

Duas pessoas morreram hoje na Rússia em ataques em regiões fronteiriças com a Ucrânia, anunciaram as autoridades locais, numa altura em que o território russo enfrenta uma série de ataques sem precedentes.

"Uma pessoa morreu. Era um guarda de segurança de uma empresa da cidade. No momento do ataque, ele estava na rua", disse o governador da região de Belgorod, Viatcheslav Gladkov no Telegram.

Segundo o governador, dois adolescentes, uma menina de 15 anos e um rapaz de 17 anos também ficaram feridos neste ataque à aldeia de Chebekino, muito perto da fronteira ucraniana, e foram transportados para um hospital pediátrico.

Outra pessoa ficou ferida, mas não hospitalizada, de acordo com Gladkov.

O governador disse que os ataques na sua região causaram danos nas linhas de energia, além de terem atingido "duas grandes empresas", causando um incêndio.

A região de Belgorod, junto da fronteira com a Ucrânia, foi alvo no início desta semana de uma incursão armada a partir do território ucraniano, reivindicada por russos anti-Kremlin, e desde então tem sido alvo de ataques regulares.

Noutro lugar ao longo da fronteira ucraniana, o governador da região de Kursk, Roman Starovoit, relatou a morte de um trabalhador após um tiro de morteiro perto da vila de Plekhovo.

O homem estava a trabalhar nas fortificações de defesa perto da Ucrânia, afirmou.

Noutra parte da Rússia, dois 'drones' danificaram um prédio onde é administrado um oleoduto na região de Pskov, no oeste, anunciou hoje o governador Mikhail Vedernikov.

Nenhuma vítima foi relatada e uma investigação está em curso.

De acordo com relatos não confirmados do Baza, um meio de comunicação russo no Telegram com fontes da secreta, os dispositivos não tripulados tinham como alvo a estação de bombeamento de petróleo da Transneft em Pskov.

Baza também relatou um ataque com 'drone' noutra estação de petróleo, na região de Tver, a noroeste de Moscovo.

Em comunicado de imprensa, o governo regional simplesmente mencionou "a queda de um 'drone'" perto da aldeia de Erokhino, que não causou vítimas, sem mais detalhes.

Nas últimas semanas, os ataques com 'drones' na Rússia aumentaram, geralmente em regiões que fazem fronteira com a Ucrânia.

Moscovo acusa a Ucrânia e os seus aliados ocidentais pelo crescente número de ataques e operações de sabotagem, o que é negado por Kiev.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,7 milhões de pessoas -- 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,2 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).