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Observatório dos Direitos Humanos anuncia morte de líder do Estado Islâmico na Síria

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Artur Machado / Global Imagens (arquivo)

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos anunciou hoje que o líder do grupo jihadista Estado Islâmico, Abu al-Husein al-Qurashi, foi morto numa base da milícia pró-turca Yaish al Sharqi, horas depois de Ancara ter reivindicado a responsabilidade pela operação.

Segundo um comunicado da organização não-governamental (ONG), com sede no Reino Unido e que tem uma ampla rede de parceiros no terreno, al-Qurashi foi morto quando um míssil atingiu no passado sábado um quartel dentro do cantão de Afrin, na zona de Jindires, no norte da Síria que foi tomado pelas forças turcas e suas milícias aliadas em 2018.

A base onde se encontrava o "califa" pertencia à Yaish al-Sharqiyah, apoiada por Ancara, adianta o observatório, que já tinha noticiado a operação no dia em que esta ocorreu, sem confirmar a identidade da vítima atingida durante a operação.

"Fontes do Observatório afirmaram que caças turcos foram vistos a sobrevoar a zona no momento do ataque, no meio de preparativos militares das forças turcas e das suas fações aliadas, com o encerramento das estradas que conduzem à posição atacada", refere o comunicado.

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, já tinha anunciado no domingo à noite, numa entrevista à televisão pública TRT, que os serviços secretos do país mataram o líder do Estado Islâmico na Síria, sem dar detalhes sobre a operação e onde ocorreu.

As Forças Democráticas Sírias, uma aliança armada liderada pelos curdos, inimiga de Ancara e aliada da coligação internacional que combate o Estado Islâmico, também disseram hoje que al-Qurashi "estava destacado numa posição militar pertencente ao grupo mercenário Ahrar al Sharquía, apoiado pela Turquia".

Yaish al-Sharqiyah fazia parte da Ahrar al-Sharqiyah, uma formação atualmente favorável à Organização de Libertação de Esquerda, uma aliança islamista que domina a maior parte da província de Idlib (noroeste) e várias zonas da vizinha Aleppo, onde Afrin está localizada.

Três outros "califas" foram mortos na Síria desde 2019, dois deles em Idlib em operações dos EUA e um às mãos de grupos da oposição síria na região sul de Deraa.