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Madeira

Chega preocupado com situação dos bombeiros dos aeroportos da Região

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O "descontentamento generalizado" entre os bombeiros dos aeroportos da Madeira e o Porto Santo preocupado o Chega. O partido fala ainda na indefinição da carreira, não havendo investimento na formação contínua e aponta ainda falta de cuidado com a motivação e com as condições destes profissionais.

Estes apontamentos surgiram após uma reunião entre membros da concelhia do Chega Porto Santo com bombeiros do Aeroporto do Porto Santo, afectos à ‘Efacec’, agora denominada 'ATM', empresa concessionária de serviços de socorro naquela infra-estrutura.

Para o partido, é este descontentamento que tem levado a uma “perda de activos considerável”, pois os possíveis interessados em trabalhar nesta área sentem que as condições de trabalho não são justas, nem atractivas. "Não existe uma carreira definida, não há um investimento na formação contínua e não há um cuidado mínimo com a motivação e as condições de trabalho de pessoas que trabalham em prol da nossa segurança e bem-estar", refere nota do partido.

O Chega realça o baixo nível salarial dos bombeiros, notando que "os salários estão sujeitos apenas aos aumentos anuais da inflacção e, apesar de ser uma profissão de risco e exigência, dado os potenciais desafios aos quais estão expostos, os salários-base estão indexados ao salário mínimo, o que é manifestamente pouco e não permite aos trabalhadores terem uma vida digna”.

Por isso, o partido apela à empresa ANA – Aeroportos de Portugal, para que se inteire "dos preocupantes desafios e limitações que hoje afectam a vida e a carreira dos operadores de socorro que trabalham no Aeroporto da Região, considerando um desrespeito e uma afronta a todos aqueles que trabalham em prol da segurança dos nossos aeroportos, lutam para que a imagem da Madeira e do Porto Santo não seja manchada, mas, em troca, não recebem o respeito, o apoio e a compensação que justamente merecem".