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Pelas Pessoas, A Nossa Causa

Os tempos que vivemos são extremamente desafiantes para a nossa Região. Pela segunda vez consecutiva o PPD não consegue a maioria absoluta nas eleições regionais, não bastando sequer o acordo de coligação com o CDS, que teve nestas eleições a sua certidão de óbito. É um partido de expressão eleitoral insignificante, veremos isso nas próximas eleições europeias, que só tem significado para os seus dirigentes com os lugares que conseguem na estrutura governativa. Dentro do PPD é cada vez mais visível a divergência entre Miguel Albuquerque e Pedro Calado, tendo sido evidente o pouquíssimo envolvimento deste na campanha eleitoral.

Neste contexto, os desafios para o PS Madeira são enormes. Os resultados eleitorais não foram os desejados, apesar das qualidades do Sérgio Gonçalves, e do empenho e dedicação que colocou neste projeto. A política tem destas coisas. Com a sua decisão de não se recandidatar a novo mandato de presidente, por motivos que compreendo, o pior que podia acontecer era o partido ficar em “banho maria”. Sou o primeiro a achar que a reflexão é muito importante. Mas ela terá de ser feita dando os passos necessários para que dentro de um contexto de eleições internas, se possa discutir o partido e a Região. Num momento em que o PPD ainda está em choque por não ter alcançado a maioria absoluta, em que de forma improvisada fez um acordo com o PAN, um acordo precário e instável, que não traz nem seriedade nem estabilidade à governação política da Região, não podemos estar sem liderança efetiva. Num momento em que a formação do governo, com convites e desconvites a Secretários Regionais, mostra bem que é tudo feito em cima do joelho, o pior que podia acontecer ao PS era desaparecer de cena. A antecipação do congresso que já aconteceria em qualquer circunstância, por coincidir com o congresso nacional, é não só necessária como imprescindível. É agora que PS Madeira, se quiser, começará a ganhar as próximas eleições regionais, ocupando espaço mediático com as eleições internas, discutindo ideias e projetando o futuro da Região.

Este é, por tudo isto, o momento de reafirmar o compromisso inabalável do PS pela mudança política na Região, e estou disponível para encabeçar esse movimento aglutinador, gerando confiança nas pessoas e trazendo-as para um projeto coletivo. Será a causa da minha vida. Os madeirenses e porto-santenses merecem toda a minha dedicação e empenho para construir um projeto que concretizará a mudança do regime que temos na Madeira. Candidato-me para uma liderança de 4 anos, de forma inabalável, para ser candidato nas próximas eleições regionais, sejam elas quando forem. Acredito numa Madeira diferente, acredito numa Madeira de oportunidades para todas e todos, e nunca me resignarei ao atual estado de coisas. Este regime terá um fim! Este é um momento complexo para o partido, depois de meses de enorme exigência para as estruturas e militantes, mas sei que é nas alturas mais difíceis que é preciso dar o passo em frente e dizer presente.

Não me resigno a uma Região que tendo tido até agora o PPD sempre no poder, não podendo por isso atribuir responsabilidades a outros, tem a maior taxa de risco de pobreza, mas um PIB per capita que é um dos maiores do país, o que comprova as desigualdades gritantes. Não me resigno a que estejamos entre as Regiões com menor rendimento para as famílias e menor poder de compra. Não me resigno perante um governo que duplicou as listas de espera na saúde desde que Miguel Albuquerque é presidente. Não me resigno a uma Região em que há 162 idosos para cada 100 jovens, e que 17 mil pessoas tenham sido obrigadas a emigrar.

Temos de ter crescimento económico com melhoria de rendimento para todos. A agenda para a década só poderá ser a agenda para o aumento dos rendimentos, privilegiando os jovens e a classe média. Não podemos conformarmo-nos com aquela que poderá ser a primeira geração a viver pior que a dos seus pais. As questões da habitação, do emprego qualificado, do aumento do salário médio e do acesso à saúde, terão de ser as prioridades. Para isso a economia não pode crescer só alicerçada no setor do turismo, e as áreas das tecnologias, da energia e do mar terão de ser alavancadas.

Contem comigo para reafirmar o compromisso inabalável do PS pela mudança política na Região, num movimento aglutinador de toda a nossa sociedade, recentrando no PS uma esperança que agregue também outras forças políticas que não vendem os seus princípios ou que traem ideais para perpetuar o poder nas mãos dos mesmos de sempre. Esta é pelas pessoas a minha causa, mas sei que é também a vossa causa.