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Justiça venezuelana emite mandado de captura para ex-presidente do parlamento

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Foto AFP

A Justiça venezuelana emitiu um mandado de captura para o opositor e ex-presidente do parlamento Julio Borges, acusado de traição à pátria, conspiração e associação criminosa por alegada participação numa tentativa de golpe militar em 2019.

"Foi descoberto um vídeo difundido a 13 de janeiro, no qual o foragido Leopoldo López afirma que Julio Borges teve participação direta e essencial nos factos de 30 de abril de 2019 (...) em consequência, foi solicitado um mandado para a sua captura pelos crimes de traição à pátria, conspiração e associação criminosa", indicou o Procurador-Geral da Venezuela, Tarek Saab, em declarações transmitidas pelo canal de televisão estatal VTV.

O Procurador-Geral afirmou que Borges, que desde 2018 reside em Bogotá, Colômbia, como refugiado, tem mais duas ordens de prisão anteriores, pela sua "participação direta no roubo do ouro da República depositado em Inglaterra" e pelo planeamento e financiamento da tentativa de atentado contra o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em agosto de 2018.

Saab acrescentou que o caso de tentativa de golpe de Estado de 2019 continua em investigação e, até à data, 93 pessoas estão a ser investigadas, 38 encontram-se em fuga, 19 estão em julgamento privadas de liberdade, sete foram condenadas, cinco estão em julgamento com medidas de coação e dois cidadãos foram "indultados".

A 30 de abril de 2019, o opositor Juan Guaidó comandou, juntamente com Leopoldo López -- até então em prisão domiciliária e agora residente em Madrid -- uma tentativa de golpe militar a partir do exterior da base aérea de La Carlota, no leste de Caracas, juntamente com cerca de 40 militares de diversas patentes.

A intentona durou apenas meio dia, depois de terem falhado as tentativas dos opositores, ambos do partido Vontade Popular (VP), de somar mais militares à sua causa.