Madeira

PS quer definição de tempos máximos de resposta para resolver problema das listas de espera

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O presidente do Partido Socialista Madeira, Sérgio Gonçalves, mostrou-se hoje preocupado com a situação da Saúde na Região, concretamente com o aumento das listas de espera para cirurgias, consultas e exames complementares de diagnóstico, defendendo que sejam implementados tempos máximos de resposta e que haja um reforço de meios humanos e financeiros para solucionar o problema.

Em conferência de imprensa realizada junto ao Hospital Dr. Nélio Mendonça, Sérgio Gonçalves apontou o facto de actualmente existirem mais de 118 mil actos médicos em espera, um número que é superior em cerca de 10 mil actos relativamente ao período pré-pandemia (2019) e que representa praticamente o dobro do valor existente em 2015.

Estes são dados que revelam a dificuldade do Serviço Regional de Saúde em fazer aquele que é o seu papel essencial, que é tratar doentes

Não obstante o Governo Regional ter vindo a anunciar o reforço de meios financeiros e humanos, o facto é que a situação tem vindo a deteriorar-se, refere o líder socialista, lembrando que nestes dois últimos anos - marcados pela pandemia – o Executivo disse que não havia atrasos e que as listas de espera não estavam a aumentar, mas, agora, o director clínico do SESARAM veio pedir mais três anos para recuperar as cirurgias.

Como deu conta Sérgio Gonçalves, existem mais de 20 mil madeirenses em lista de espera para cirurgia, mais de 44 mil para consultas e mais de 54 mil exames em falta.

“Estes números são insustentáveis”, considerou o responsável, exigindo que o Governo Regional proceda à divulgação de informação com transparência e que implemente os tempos máximos de resposta, “para que as pessoas tenham, efectivamente, uma garantia do limite máximo de tempo em que poderão ser tratadas, mas também informação ao longo do processo sobre a sua evolução e sobre os prazos que provavelmente enfrentarão”.

A par disso, sublinhou que há que reforçar os profissionais e os meios financeiros, bem como proceder à contratação de serviços no privado, de modo a “dar resposta a esta situação gravíssima e a esta escalada dos níveis das listas de espera”.