Madeira

PCP propõe conjunto de medidas para recuperar poder de compra

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"O aumento do Salário Mínimo para 850 euros, o acréscimo salarial de 90 euros por mês para todos os trabalhadores e o aumento das pensões de reforma em 5,3% com um mínimo de aumento de 20 euros", foram algumas das medidas propostas hoje pelo PCP para "impedir a perda de poder de compra".

O deputado Ricardo Lume, que realizou hoje uma acção de contacto com a população, no Funchal, defendeu ainda a necessidade de fixar "preços máximos em produtos essenciais, nos combustíveis e factores energéticos", assim como "a redução do IVA na electricidade e gás e a redução do ISP", para "evitar a continuação da escalada dos preços".

"Os madeirenses estão a ser confrontados com a perda do poder de compra, primeiro foi a pandemia, agora a guerra e as sanções, tudo é pretexto para aumentar os preços dos bens essenciais dos combustíveis, do gás, da electricidade, das rendas da habitação, assim como tudo é pretexto para não aumentar o valor real dos salários e pensões", afirmou o comunista, apontando que "hoje estamos com a maior taxa de inflação dos últimos 29 anos".

Só no mês de abril a inflação em Portugal atingiu 7%, esta realidade faz com que exista um corte no poder de compra dos trabalhadores se os seus salários não forem actualizados, ou seja, um trabalhador que tem um salário de 800 euros teve indirectamente no mês de Abril um corte salarial na ordem dos 56 euros.

Referindo-se particularmente à Madeira,  frisou que "na nossa Região é que para além do aumento da inflação é que o salário médio diminuiu no primeiro trimestre de 2022 face ao mesmo período do ano passado".

No primeiro trimestre de 2021 em período pandémico com restrições à economia o salário médio bruto de um trabalhador madeirense era de 903 euros, no primeiro trimestre de 2022 após 11 meses de crescimento económico na região o salário médio de um trabalhador madeirense é de 875 euros, ou seja, uma redução na ordem dos 3,1%.

Para o PCP, "esta é uma realidade contraditória que tem de ser denunciada e combatida".

Ricardo Lume criticou ainda a "dualidade de critérios do Governo Regional", que, segundo o deputado, "quando é para aumentar o salário dos trabalhadores os governantes dizem que é preciso questionar se os empresários têm capacidade de pagar tal aumento. Mas quando os grandes grupos económicos aumentam os preços dos bens essenciais e dos combustíveis, aí já não é preciso perguntar aos consumidores", atirou.