Coronavírus Madeira

PAN quer inquérito sobre situação da Saúde na Madeira

Partido repudia declarações de Pedro Ramos sobre vacinação de crianças

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Foto ASPRESS

O PAN emitiu um comunicado onde indica que foi "com profundo desagrado" que escutou "as declarações do Sr. Secretário Regional da Saúde sobre a pouca adesão dos pais à campanha de vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos empreendida pelo Governo Regional da Madeira".

No seguimento desta questão, os "deputados do PAN nos primeiros 30 dias pedirão na Assembleia da República um inquérito sobre o que se passa na Madeira nesta área e levará o caso à justiça".

O partido afirma que o secretário da saúde apresentou mais uma desculpa por não ter sido "proactivo" para combater a pandemia: a vacinação das crianças. 

"Não é inaceitável Sr. Secretário Regional, que os pais considerem que «não há pressa em vacinar neste grupo etário, até que existam mais evidências de eficácia e de segurança, até porque os dados preliminares que existem indicam que esta vacina não é muito boa para esta variante»", refere nota enviada à comunicação social.

O PAN assume que "compreendemos que os pais de crianças entre os 5 e os 11 anos sem Comorbidade associadas não confiem numa vacina que não é especificamente para a variante ómicron e queiram aguardar mais algum tempo".

Na mesma nota indica que "o Sr. Secretário Regional da Saúde com esta conferência de imprensa transmitiu-nos que politicamente na Madeira a saúde está um caos – restam-nos os verdadeiros heróis desta crise – os profissionais de saúde".

"A situação é grave e o PAN Madeira, que lamenta a situação de crise sanitária que vivemos, repudia o teor das declarações proferidas pelo responsável da saúde", acrescenta.

"Hoje por falta de capacidade de gestão a Saúde na Madeira não responde às necessidades das populações. Quem gere a saúde na Madeira não a vê como um bem para todos, mas antes um negócio para alguns. Perdem-se recursos públicos com nomeações de mérito questionável para tachos e tachinhos e negociatas de legalidade duvidosa", indica a mesma nota.