Mundo

Mais de 500 operacionais combatem fogo na região espanhola de Huelva

None
Foto EPA

Mais de 500 profissionais de diferentes entidades vão trabalhar durante a noite, sem apoio de meios aéreos, para tentar controlar o incêndio florestal que tem vindo a afectar a região espanhola de Huelva desde quinta-feira, abrangendo nove mil hectares.

O Plan Infoca informou que este organismo em particular terá no terreno cerca de 300 profissionais, juntamente com 148 militares da Unidade de Emergência Militar (UME).

Também no terreno estarão 20 bombeiros do Consórcio Provincial Contra Incêndios, além de membros da Protecção Civil, Guarda Civil e Polícia Local de diferentes cidades já afectadas pelo incêndio.

De momento, os nove mil hectares resultam de uma estimativa que pode alterar-se, porque o perímetro é muito irregular e dentro deste podem existir áreas que não foram queimadas.

Entretanto, o perímetro do incêndio cobre quase 5 mil hectares, e no seu interior 70% do fogo está delimitado, embora as chamas ainda estejam fora de controlo, em parte devido ao vento forte, com rajadas variáveis de 40 a 50 quilómetros por hora ao longo do dia.

No final de sábado 2.400 pessoas já tinham sido obrigadas a deixar as suas casas por causa do incêndio, segundo dados do serviço de emergência 112, da Andaluzia.

Os trabalhos de avaliação continuaram ao longo do dia e a gestão de emergência decidiu decretar a retirada de pessoas das suas casas das aldeias de El Pozuelo e El Buitrón, com 30 e 180 residentes respectivamente, ambas localizadas em Zalamea la Real, por prevenção depois de estudar a evolução do incêndio.

Além disso, o município de La Zarza-El Perrunal (1.300 pessoas afectadas) foi evacuado e os residentes de três bairros residenciais em Valverde del Camino (Los Pinos, La Florida e Los Campillos), na sua maioria que se encontravam em segundas habitações, foram aconselhados a regressar às suas casas de residência habitual.

Entre os deslocados destacam-se os 47 utentes de um lar de idosos em La Zarza, que foram transferidos para outros centros de cuidados, e seis foram para o hospital de Riotinto.

A empresa Matsa retirou 150 trabalhadores das suas instalações, em Mina Magdalena e Águas Teñidas, no período da manhã.

O incêndio também provocou o corte da estrada N-435, nos cruzamentos com as estradas A-461 e HU-7104, que permanece fechada ao trânsito para facilitar o trabalho dos serviços de emergência, bem como da A-478, de Zalamea a El Villar.

Na sexta-feira, o governo andaluz decretou o nível 2 do Plano de Emergência dos Incêndios Florestais, pois era necessário, a pedido da gestão do plano, incorporar recursos extraordinários do Estado.

Fechar Menu