Valor das indemnizações às vítimas do Monte “é baixo e pouco adequado aos danos sofridos”
O CDS considerou, hoje, que o valor a pagar pela Câmara Municipal do Funchal às vítimas da tragédia do Monte “é baixo e pouco adequado aos danos sofridos”. Ana Cristina Monteiro, vereadora do CDS, afirma que só hoje o seu partido recebeu a apólice do seguro de responsabilidade civil para pagamento de indemnizações aos familiares das 13 vítimas mortais e cobertura dos custos com os feridos da tragédia do arraial de Nossa Senhora do Monte, pedido que já havido sido feito há 20 meses.
No dia em que Paulo Cafôfo renunciou ao cargo de presidente da CMF para se dedicar à campanha para Regionais, a vereadora aludiu à “reunião rápida” desta quinta-feira para precisar que “O CDS tinha razão quando dizia que o presidente tinha o corpo na Câmara e a cabeça na Quinta Vigia”.
“Passamos a ter um presidente a tempo inteiro, e creio que isso é bom para mais depressa resolvermos os problemas dos funchalenses”, assinalou a autarca do CDS, destacando, depois, o facto de “após vários pedidos dos vereadores do CDS e dos deputados municipais, finalmente ficamos a conhecer a apólice de responsabilidade civil extra-contratual da Câmara”.
O CDS tenciona proceder a uma leitura pormenorizada dos valores abrangidos pela apólice, mas pelo que pode ver, “o capital é muito baixo, o que torna o valor das indemnizações pouco adequados aos danos sofridos”.
Os familiares das vítimas poderão ver aumentados os valores a pagar pela autarquia após o apuramento em tribunal das responsabilidades pelo sinistro, podendo, a partir dessa decisão, “haver lugar a pedidos de indemnizações fora do âmbito do seguro de responsabilidade civil da autarquia”, esclareceu.