Pompeo aterra no Paquistão num momento de tensão com os EUA

05 Set 2018 / 11:54 H.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, chegou hoje ao Paquistão para uma visita oficial, num momento de tensão após a retirada das ajudas dos Estados Unidos ao país asiático por não avançar na luta antiterrorista.

Pompeo, que espera “restaurar” as relações bilaterais, chegou acompanhado pelo chefe do Estado Maior Conjunto do Exército, o general Joseph Dunford, e prevê-se que se reúna com o recém-eleito primeiro-ministro, Imran Khan, e com o chefe do Exército paquistanês, Qamar Javed Bajwa, disse à Efe fonte diplomática sob anonimato.

A delegação norte-americana deverá ainda reunir-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros do país asiático, Shah Mahmood Qureshi.

A visita de Pompeo surge num momento de tensão nas relações bilaterais, depois de Washington anunciar no domingo o corte de 300 milhões de dólares na ajuda ao Paquistão.

Os Estados Unidos afirmaram que as autoridades paquistanesas não fizeram suficientes progressos na luta contra o terrorismo.

Nos últimos meses, Washington e Cabul pediram a Islamabad que aborde a presença no seu território da rede Haqqani, uma facção dos talibãs afegãos que se refugiou no país, segundo ambos os países, e de outros grupos terroristas.

Trata-se da primeira visita de Pompeo enquanto chefe da diplomacia norte-americana ao Paquistão, país que os EUA consideram decisivo para a questão da guerra no vizinho Afeganistão, onde a situação continua a degradar-se ao nível de segurança.

A chegada de Pompeo é também o primeiro grande teste diplomático para o recém-eleito Khan, que, como membro da oposição em 2013 chegou a bloquear com os seus seguidores as rotas terrestres para as caravanas da NATO em direção ao Afeganistão como protesto contra o uso de drones norte-americanos no Paquistão.

“Há um novo dirigente no país. Desejo ir lá no início deste novo período para restaurar as relações entre os dois países”, disse Pompeo aos jornalistas a bordo do avião que o transportou para a Ásia.

“Espero que possamos virar a página e começar a fazer progressos”, acrescento.

Outras Notícias