New York Times reintegra repórter acusado de assédio sexual

EUA /
21 Dez 2017 / 06:11 H.

O correspondente do New York Times na Casa Branca, Glenn Thrush, vai ser reintegrado na redacção, depois de um inquérito às acusações que lhe foram feitas de assédio sexual.

Segundo o título nova-iorquino, as conclusões do inquérito apontam para que o jornalista “não mereça ser despedido”.

A direcção decidiu suspender o jornalista durante dois meses, após o que vai transferi-lo de funções, indicou em documento interno, consultado pela agência AFP, o diretor de redação, Dean Baquet.

Uma porta-voz do New York Times indicou à AFP que esta suspensão era sem salário e que a data exacta do seu regresso ainda não estava determinada.

Transferido no final de 2016 do sítio noticioso na internet Politico para o New York Times, Glenn Thrushe é um dos grandes nomes do jornalismo político nos EUA.

Desde a investidura de Donald Trump que a emissão “Saturday Night Live”, na cadeia televisiva NBC, criou vários episódios com uma figura inspirada neste jornalista, protagonizada pelo ator Bobby Moynihan, que enfrentava o antigo porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, papel desempenhado pela atriz Melissa McCarthy.

Em artigo publicado em 20 de novembro no sítio Vox, a jornalista Laura McGann contou como há cinco anos, Glenn Thrush a tinha assediado num bar.

Três outras mulheres contaram experiências similares, durante as quais o jornalista, também conhecido pelo seu chapéu de feltro, as tinha tocado.

Suspenso no final de novembro, o jornalista apresentou desculpas e confessou sofrer uma dependência do álcool. Acrescentou que estava prestes a começar um tratamento contra o alcoolismo e a ser seguido por um terapeuta.

Por ocasião do inquérito sobre as alegações visando Thrush foram interrogadas dezenas de pessoas, avançou o jornal, o que permitiu determinar que o repórter, de 50 anos, se tinha “comportado de uma maneira que não se aprova”, explicitou o director da redacção.

“Pensamos que Glenn se comportou de maneira ofensiva, mas decidimos que não merecia ser despedido”, acrescentou Dean Baquet, que revelou que o jornalista ia receber uma formação “para melhorar o seu comportamento no local de trabalho”.

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