Milhares manifestam-se em Amesterdão para contestar falta de financiamento contra sida

23 Jul 2018 / 17:11 H.

Milhares de ativistas de vários países concentraram-se hoje em Amesterdão para protestar contra os obstáculos ao acesso a medicamentos contra o VIH e a falta de financiamento para a luta contra a sida.

A manifestação aconteceu antes do início da 22.ª Conferência Internacional da Sida, que tem como lema “derrubando barreiras, construindo pontes”.

Os ativistas pretenderam ilustrar o que consideram ser falta de vontade política, criticando a redução de financiamento na investigação sobre a doença, bem como a discriminação e a estigmatização das pessoas infetadas com o vírus da imunodeficiência humana.

À cabeça da manifestação, a princesa holandesa Mabel pediu para que se acabe “o estigma que ainda existe em toda a parte sobre esta doença”, considerando que está na altura de “acelerar para não falhar o objetivo de eliminar a sida em 2030” estabelecido pela ONU.

Durante cinco dias, cientistas, ativistas, políticos e pessoas com sida convergirão na cidade holandesa para debater o tema, depois de a agência da ONU para sida ter alertado que em 2017 não houve grandes avanços no dinheiro canalizado para a investigação e combate à doença.

Aliás, o dinheiro disponível “poderá diminuir”, destacou a ONUSIDA na semana passada.

Cerca de 1,8 milhões de pessoas foram infetadas com o vírus no ano de 2017, 5,3% menos do que em 2016, enquanto o número de mortos diminuiu 05%, atingindo 940.000 pessoas.