FMI alerta para “custos significativos” se não houver acordo no processo do Brexit

17 Set 2018 / 12:22 H.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje que haverá “custos significativos” para a economia do Reino Unido em “menor medida” para os países da União Europeia (UE) se este país deixar o bloco comunitário sem um acordo bilateral.

Ao apresentar um relatório em Londres, a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, advertiu que há “pontos chave” por resolver para que o Reino Unido e a UE consigam um acordo do ‘Brexit’, que reduziria o impacto para ambas as partes.

O FMI sustenta que mesmo com um bom acordo de saída este país teria um crescimento económico moderado nos próximos anos, com uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,5% tanto em 2018 como em 2019.

Largarde sublinhou que estas estimativas “assumem um consenso a tempo com a UE sobre um acordo de livre comércio amplo e um posterior processo de ‘Brexit’ relativamente ordenado”.

Numa conferência conjunta, o ministro da Economia britânico, o conservador Philip Hammond, reconheceu que ao deixar a UE, o Reino Unido deve assegurar “uma associação estreita e duradoura” com os 27.

Londres também deve ter em conta “as advertências do FMI e outros sobre o custo significativo que o facto de não alcançar um acordo com UE pode ter para o emprego e a prosperidade do Reino Unido”.

No relatório periódico sobre as perspetivas económicas do Reino Unido, o FMI sublinha que “todos os cenários do ‘Brexit’ ou saída britânica do clube comunitário implicarão “custos”, mas que um “não acordo seria “o pior resultado”.

Ainda que um eventual pacto comercial pudesse reduzir o prejuízo económico, “é improvável que traga benefícios suficientes para contrabalançar os custos” de deixar o bloco, indica o documento.

O Fundo insta o Reino Unido a preparar medidas para “salvaguardar a estabilidade financeira e monetária” em caso de se produzir um ‘Brexit’ caótico, e prever uma possível queda da libra e de outros ativos.

O relatório adverte que o Reino Unido ainda enfrenta “uma enorme tarefa” em relação à saída da UE e considera “improvável” que a tenha completado em 29 de março de 2018, quando oficialmente deixará o bloco.

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