EUA anunciam sanções contra mais 10 funcionários venezuelanos

09 Nov 2017 / 20:24 H.

O Departamento do Tesouro (DT) dos Estados Unidos impôs hoje novas sanções económicas contra funcionários do Governo do Presidente Nicolás Maduro, por alegada censura, corrupção e “destruição da democracia”.

Entre os sancionados estão os membros da direção do Conselho Nacional Eleitoral, Socorro Hernández e Sandra Oblitas, os ministros de Comunicação e Informação, Ernesto Villegas, do Despacho da Presidência, Jorge Márquez Monsalve e de Agricultura Urbana, Freddy Bernal.

O anúncio das novas sanções foi feito pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

Em comunicado, o DT explica que os EUA vão “manter esforços vigorosos para sancionar funcionários do Governo que sejam cúmplices com as tentativas de (Presidente venezuelano, Nicolás) Maduro para minar a democracia, violar os direitos humanos, inibir a liberdade de expressão e de reunião pacífica ou que participem em corrupção pública”.

A listagem inclui ainda o vice-presidente da Assembleia Constituinte (AC, composta unicamente por afetos ao regime), Elvis Amoroso, o embaixador venezuelano em Itália, Julían Isaías Rodríguez (ex-embaixador em Espanha e também membro da AC) e o presidente da empresa telefónica estatal CANTV, Manuel Ángel Fernández.

As sanções incluem o congelamento de todos os bens, em território norte-americano e a proibição de realizar transações financeiras com cidadãos e instituições dos Estados Unidos.

Segundo o DT, as novas sanções têm lugar depois das eleições de 15 de outubro na Venezuela, “caracterizadas por inumeráveis irregularidades, que sugerem fortemente que a fraude ajudou o partido do Governo a ganhar de maneira inesperada a maioria” dos governos provinciais.

A 26 de julho último os EUA já tinham aplicado sanções contra 13 funcionários do Governo de Caracas, entre eles o ex-vice-Presidente da República, Elías Jaua, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, a ex-ministra das Prisões, Maria Iris Varela, o ex-promotor de justiça, Tarek William Saab, e o ministro do Interior e Justiça, Néstor Reverol.

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